Thursday January 8 2009

Mais do gênio

 

O gênio está atacado hoje. E eu concordo 100%.


“CARNÍVORO, adj. Viciado na crueldade de devorar inocentes vegetarianos, sua prole e seus descendentes”.
 
 
Mais:
 
"Resumindo: por não digerir bem a carne, o vegetariano interpreta moralmente (isto é, de forma equivocada) o fato: se não digiro bem, então, ninguém digere, logo, comer carne faz mal. Daí até o “amor aos animais” são dois passos – sinal da espiritualização da fisiologia, tão comum ao homem fraco. Em geral, vegetarianos são maldosos, vingativos, cansados, anêmicos, nervosos, sonolentos, suscetíveis ao sentimentalismo baixo e ao masoquismo – a dieta vegetariana, afinal, é um ramo do ascetismo religioso e da bulimia. No sul do Brasil – terra de bons europeus amantes do churrasco – temos a maior média de altura (1,80) do país, o maior índice de escolaridade, além das mulheres mais lindas. Na Índia – onde os vegetarianos grassam como caspas – temos aquele povo feio, magro, baixinho, repleto de faquires que levitam e amam vacas. Basta comparar. Para finalizar, não esqueçamos: Adolf Hitler era vegetariano."
 

 

De Melo, a lontra niilista

 

De Melo, o gênio, atacando novamente:

"Rousseau – que além da incontinência urinária e dos problemas de audição devia ter o terno estômago de um ganso com cólicas – desejava uma sociedade na qual ele próprio fosse aceito, qual seja, uma sociedade de pacíficos herbívoros bebedores de coalhada – os quais se contrapusessem aos belicosos e raçudos carnívoros, todos bons apreciadores de morcelas, afiadores de espadas, e bebedores de vinho. Talvez meu desprezo pelos vegetarianos tenha na leitura de Rousseau sua fonte: associo-os sempre à domesticação gay de Emílio: quem sabe os veganos não sejam os castrados ideais que povoavam a mente rancorosa do filósofo genebrino – os quais confundem o “amar a todos” com a ausência de prisão de ventre. Tanto faz, pois, não sei quanto a vocês, mas o meu um metro e oitenta de beleza, saúde, QI elevado, vontade de poder, vigor sexual, e beligerância, necessita de carne – sangrando, se possível. De modo que minha necessidade não permite que eu me apiede de nenhum animal: devoro todos. Fosse permitido por lei, comeria até seres humanos – segundo relatos dos sobreviventes daquele acidente aéreo nos Andes, a carne humana tem gosto de frango, só que mais tenra. Acho que com cebola roxa e vinho branco cairia muito bem…" 

 

O Jebedias ataca novamente

 

Do gênio:

"Nenhuma moral deve ser generalizada, pois, cada corpo é distinto do outro pela hierarquia de suas necessidades. Os vegetarianos, por exemplo, querem impor – os mais radicais, pelo menos – seu “amor” aos animais a todos os carnívoros, sem desconfiar que esse “amor” talvez aponte, de fato, para sua particular dificuldade em digerir carne (pode-se inclusive arriscar chamar esse “amor” de indigestão espiritualizada). Não é consenso, mas alguns cientistas defendem que determinados indivíduos digerem bem a proteína animal, ao contrário de outros, que encontram dificuldade em digeri-la. Para estes últimos a medicina recomenda dietas mais amenas, na qual se inclui a abstenção de carne e o ensino da flauta. Mas os primeiros não precisam desse tipo de restrição; aliás, comer carne é imperativo para eles, ou seja, para mantê-los saudáveis, joviais, com a máquina funcionando bem – pois seu aparelho digestivo é forte, devido à alta produção de sucos gástricos, de modo que a digestão diária de carne evita o desenvolvimento de, por exemplo, úlceras estomacais. Devemos, afinal, suspeitar de todo aquele que deseja generalizar via regra moral aquilo que é benéfico apenas para si. Nossas narinas treinadas, de carnívoros herdeiros do instinto caçador, devem farejar ali o rancor dos vampiros, cujo estômago possui a singeleza das bailarinas."