Em paz
Estou em paz.
Dificilmente um remédio me daria tal quietude de espírito. Hoje não há nada que me derrube: banzo, dor, agonia, ansiedade. Nada disso me tira o que ganhei hoje. Nada me quebranta a alma. Nada.
A manhã de hoje foi corrida, como há muito não acontecia. Estou transpirando, fazendo 5 coisas ao mesmo tempo ( e não é exagero ) e no meio dessa selva de gritos, impropérios, transições, fusões, vendas e locações e panes digitais, eu finalmente encontrei um ponto final. Não pra mim. Pra uma estória. Uma estória que começou em março de 2001 e acabou hoje, no meio de setembro de 2007. Uma estória de altos, baixos, muitos baixos e muitos altos.
Não foi do jeito esperado ( na vida real nada é como esperado ). Foi como deveria ser, talvez. Na vida real tudo é "talvez", "sim" significa "não" e "não" significa "quem sabe".
A vida real geralmente é vaga, lacônica e somos nós que colocamos voz em nossos anseios.
Esta noite a vista da minha janela não será melancólica. Ela será contemplativa. Do passado.
