Live for today
Chuva. Muita chuva. Propício.
Amanhã é o dia. É o dia de conversas inadiáveis e inevitáveis. É o dia de compras inadiáveis e inevitáveis. É o dia de colos inadiáveis e eternos.
O inferno deve tá uma putaria só. Na mesma época foram pra lá o Pinochet, o Saddam e o espírito do natal. Pena que o espírito de porco ficou por aqui. Podia tá lá, dando uma força pro satangôs. Ele deve estar aperreado. Eu quero é que ele se foda.
A banda é Placebo
Run away from all your boredom
Run away from all your whoredom and wave
Your worries, and cares, goodbye
All it takes is one decision
A lot of guts, a little vision to wave
Your worries, and cares goodbye
It’s a maze for rats to try [x2]
It’s a race, a race for rats
A race for rats to die
It’s a race, a race for rats
A race for rats to die
Sick and tired of Maggie’s farm
She’s a bitch, with broken arms to wave
Your worries, and cares, goodbye
It’s a maze for rats to try [x2]
It’s a race, a race for rats
A race for rats to die
It’s a race, a race for rats
A race for rats to die [x3]
Burn away
Run away [repeat]
E essa música diz tudo.
E vamo mudar o rumo dessa prosa, meu amigo Osimar, porque a vida é azul, a fila anda e o inferno ameaça.
A lei tá em vigor e o prefeito de São Paulo quer tirar os outdoors da cidade pra deixá-la mais limpa. É bom mesmo, quando eu chegar lá quero aquela porra toda limpíssima.
Hoje o dia tá passando em marcha lenta. Ainda bem, assim posso papear por muito mais tempo com a Dany, ela que me faz um bem danado, essa menina!
Pra limpar mesmo aquela porra vai ter que derrubar tudo até os alicerces, tacar fogo, jogar soda cáustica, benzer, bombardear, lixar e o escambau. E, de preferência, enforcar todos os ocupantes ao ar livre, para apreciação pública.
Deus me ajudando, já devo aportar nas terras roxas do dia 20 de janeiro em diante. Deus, ajuda esse herege porque ele precisa!
Talvez eu antecipe minha viagem. Umas duas semanas apenas, mas já é bom demais. Hoje ganhei meu dia. E que venham as novidades.
Na minha corrente sanguínea corre muito ácido úrico, pouca glicose, muito colesterol, muita pressão, muito alcatrão, muita nicotina e um tesão incontrolável.
Sou um tarado, fetichista e voyeur. Sofro de ejaculação retardada, fodo a noite toda e só descanso quando minha parceira já tiver gozado pelo menos 10 vezes.
Este sou eu, muito prazer.
Gosto das segundas-feiras. Gosto do começar de novo, do início. Não gosto dos finais, felizes ou não. Definitivamente, as segundas-feiras me agradam.
Tive sonhos bons esta noite. Coisa que há tempos não ocorria. Acho que foi a janela aberta. Dormir só no ventilatório e com janela aberta me faz bem.
Não quero me apaixonar tão cedo. Eu quero é putaria, putaria, buceta, xoxota, xaninha.
Tão estourando os céus. Vão espocar fogos de artifícios na casa da puta que pariu.
Porríssima nenhuma pra pensar. Ou escrever. É o espírito de porco do natal, me fudendo a zidéia.
Fogos de artifício gritando nas minhas orebas por aqui. Enfia no cu.
Pra que mais? Pra ficar ensebando? Tô fora.
Quando volto do trampo (o oficial, não o free-la, que desse eu volto a pé), pego o 015 e desço no V8. Até chegar lá o busão passa pela zona leste de Manaus, pra quem conhece, a visão do inferno na Amazônia. Digo, alguns bairros são até tranquilos, mas as invasões são baixo nível.
Esses mototaxistas são fuderosos. Dão medo. Bando de motoboys enlouquecidos trafegando ensandecidamente pelas zonas leste e norte de Manaus. Vez ou outra morre um. Atropelado, tiro, facada, terçadada, etecetera. Outro dia o presidente do sindicato foi lá comigo pra eu digitar a "constituição" da entidade que ele, a muito custo coitado, havia escrito à mão. Eu lá digitando e o cara me contando os causos dos mototaxistas:
- Rapaz, tu viu?
- Vi não senhor. (tec tec tec sem parar no tecrado)
- Mataram um mototaxista uns dias atrás aí.
- É mesmo? Que foi? Acidente? (tec tec tec sem parar no tecrado)
- Rapaz, ele andou comendo a mulher de um polícia aí, ó. Deu maior merda. O cara pegou, marcou e deixou ele ir. Uns dias depois, no trânsito, pou pou, dois tiros na cabeça do coitado, em cima da moto.
- Puta vida, e pegaram o tal polícia? (tec tec tec sem parar no tecrado)
- Nada rapaz. Tão achando que foi ele porque era o único que tinha motivo né? Mas ninguém pegou não. E a gente precisa dos caras, vamo encher o saco deles a troco de que?
- Precisam pra que? Proteção? (tec tec tec sem parar no tecrado)
- Rapaz, pra muita coisa, né. Uma hora proteção, outra hora cobrança, outra hora pra apaziguar alguma briga entre os cooperados e os taxistas de carro. Sabe como é, eles são bronqueados com nós.
- É, eles são invocados com vocês mesmo. (tec tec tec sem parar no tecrado)
- Pois é. E aí, terminou, amigão?
- Só mais um minutinho, mestre. Sente aí, fique à vontade. (tec tec tec sem parar no tecrado)
- Rapaz, vou sentar mesmo, ó. Essa vida às vezes cansa a gente, nénão?
- Ô se cansa. (tec tec tec sem parar no tecrado)
Terminei, entreguei, recebi e depois fiquei pensando. Mototaxi é o caralho. Prefiro andar a pé, porra. Tá maluco? Vou arriscar a vida por buceta de polícia? Eu pelo menos sou cuidadoso com as casadas que como e nem moto eu tenho. Menos mal.
A conclusão: todo sindicato é máfia. Começam como irmãos unidos num ideal maior. Depois se ajustam ao mercado e percebem que o socialismo não é tão fácil. Aì flertam com o capitalismo. Adoram, se vendem pros maiorais e se tornam as cabeças de mentes flutuantes, inerciais. Se tornam os líderes amados, que na surdina pisam até no pescoço da mãe, como dizia o Brizola. Formam a liderança de um exército de alienados. Os maiores exemplos de sindicalistas? Lula, Dirceu e Pallocci.
Quer mais? Lenin, Stalin, Trotski.
Mais? Fidel, Che e Hitler.
Quer mais? Melhor não, né? Basta de sujar meu humilde bloguemerda com essa penca de filha da puta. A bandido não se deve dar moral.
Clube da Luta? É, é por aí mesmo.
Papai noel filha da puta, vai tomar no cu. Ho-ho-ho de cu é rola.
Quero uma mulher branquinha, da minha altura, sem marquinha de biquini, com olhos claros e pele facilmente avermelhável. Quero uma mulher branquinha, com a xoxotinha branquinha e pentelhinhos ralos, que fica brilhosa quando tá molhada. Quero uma mulher branquinha, dos seios firmes e mamilos rosados, que cabem na palma da minha mão. Quero uma mulher branquinha que seja profundamente apaixonável e faça loucuras por mim. Quero uma mulher branquinha que use óculos e tenha o rosto tímido. Quero uma mulher branquinha que tope fazer amor dentro do carro, em banheiros públicos, na casa dos pais. Quero uma mulher branquinha que não existe.
Na falta dela, quero uma mulher morena. Uma mulher morena que realmente goste de mim e que curta beijar por horas, fazer amor por horas, ficar agarradinha por horas, brincar por horas. Quero uma mulher morena que me faça uma massagem relaxante e uma massagem erótica. Quero uma mulher morena que me dê um banho de óleo e faça amor comigo toda lambuzada. Quero uma mulher morena que me engula com voracidade e não tenha nojo de sentir o próprio mel na minha língua em contato com a sua. Quero uma mulher morena que faça o contraste de sua pele bronzeada com o branquinho das ancas e da vulva. Quero uma mulher morena que goste de suar em bicas e na minha pica. Quero uma mulher morena que não existe.
Na falta dela quero uma mulher oriental. Uma mulher oriental que me sirva o café da manhã na cama. Quero uma mulher oriental que deixe os pentelhinhos bem ralos pra eu brincar com a xaninha. Quero uma mulher oriental que faça gemidos e goze em línguas desconhecidas dentro dos meus ouvidos. Quero uma mulher oriental que sorria enquanto faz amor comigo. Quero uma mulher oriental que faça minhas vontades e atenda meus desejos. Quero uma mulher oriental submissa, carente e agradável. Quero uma mulher oriental que me olhe firme quando eu fizer bobagem e me faça baixar a cabeça. Quero uma mulher oriental que viva sua vida independentemente da minha. Quero uma mulher oriental que não existe.
Na falta dela, quero uma mulher. E na falta dela eu quero a morte, porque sem mulher eu não vivo nem sobrevivo.
Minha cicatriz tá doendo pracaralho. Não, não é nada de coração. É nas costas mesmo. Bostacu.
Acho que vou pegar o caderninho nesse natal e ligar pralguma desavisada. Passei a páscoa num puteiro, quero passar o natal metendo. Comigo é assim: é no couro.
Amanhã tô de folga do free-la, mas tenho o trampo oficial. Adoro trabalho. Principalmente nesta época de merda de fim de porra de ano.
Aqueles dois que queimaram a família? É, olho por olho e todo mundo fica cego, mas um cabo de vassoura no cu deles não seria má idéia.
Minha mãe cabou de soltar um puta espirro. Tomei um susto e quase solto um puta flato!
Caguei até o que eu não comi. Maior merda. Literalmente.
Recebi tal comentário de uma Marianna, que olha. Se for sacanagem de alguém vai ser foda, mas que fiquei de pau duro, isso eu fiquei mesmo. Sou um voyeur das palavras!
Viu, Dany? É pra ti.
Bando de hipócritas do caralho, vão celebrar a puta que pariu.
Natal? É a cabeça do meu pau.
Pois é. O natal tá aí na esquina. Eu vou me esconder em casa, debaixo da cama. Odeio a época natalina, por mim ela pode ir tomar no meio do furico que eu cago. E ando.
Hoje tô feliz. Não sei o que é, pode ser o free-la, podem ser as conversas com a Dany, pode ser a minha viagem se aproximando. O que sei é que quando tô feliz a zidéia pra escrever somem. É, nem eu entendo.
Composição: Nando Reis
Desculpe estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei errado e eu entendo
As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias até pr’uma criança
Por onde andei enquanto você me procurava
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama
Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
É que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
Amor eu sinto a sua falta
E a falta é a morte da esperança
Como um dia que roubaram seu carro
Deixou uma lembrança
Que a vida é mesmo coisa muito frágil
Uma bobagem uma irrelevância
Diante da eternidade do amor de quem se ama
Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
Por onde andei enquanto você me procurava
E o que eu te dei foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei algumas roupas penduradas
Será que eu sei que você é mesmo tudo aquilo que me faltava
Hoje senti que está na hora de virar a página. Não sei o que me levou a querer, mas eu quero. Eu quero paz. De espírito.
Embora nele não creia, sei que é nas terras de fronteira que este a mim aguarda.
A circulação sanguínea até que melhorou. Ainda não sei se já é suficiente pra me levantar o pau, mas só de não acordar pelas madrugadas com os braços formigando inertes, já tá valendo.
Sinal que meu trabalho é apreciado, o que dá uma satisfação muito grande. Só perde pra sentir uma mulher gozar no meu pau (tinha que ter putaria, né, Osimar?)
Update: o clínico falou que vou ter que entrar na faca mesmo, pra retirar os nódulos. Um na barriga e um no braço esquerdo. Sei que se me fuderem a pança tudo bem, essa porra tem que diminuir, mas o braço não. Como eu vou tocar? Como eu vou tocar siririca nas gatinhas, se eu sou canhoto? Má nem fodendo vão me estragar o braço.
Conversando com a Dany, disse a ela que meu maior medo é entrar numa briga. Por isso preciso entrar numa, pra perder o medo. Quero bater. Mas também quero levar porrada.
Amanhã é segunda e sei bem o que dela será. Será trabalhosa, cansativa e insone. Por pouco tempo.
É a chama do cigarro que me mantém acordado. Dormir? Pra que? O que o dia me trará, senão esperanças vãs?
Mas estarei por aí.
Mas é só por um mês, não precisam chorar nem descabelar. Isso se rolar um mês inteiro mesmo.
Língua de Trapo é um blogue arrogante, metido a besta: dá pitaco na política amazonense sem um pingo de vergonha na cara.
Só porque o Robério apoiou o ex-pai, agora adversário político do Cadeirudo, o Amazonino Mendes, nas eleições pregressas.
Que o Robério é grosso, arrogante e filho da puta, tudo bem.
Mas pôr o analfabeto do Arlindo Jr. por pura picuinha política no lugar dele é pra fuder. Quem perde é o Amazonas, já que o Robério, mesmo sendo esse amor de pessoa, é um puta secretário de cultura.
Apesar de toda putaria, de toda sacanagem, de todas as brincadeiras com as leitoras deste humilde bloguemerda, é dela que sinto falta. Única e somente dela.
Obrigado mulheres, suas tesudas gostosas!
Já tive minha cota de rabinhos comidos.
Confesso envergonhado: eu gosto mesmo é de xoxota. Meladinha, greludinha, ansiosa por jorrar o mel delicioso.
Vocês, tesudas gostosas, gostam de liberar o rabicó?
Língua de Trapo é um blogue hedonista, mas não filha da puta.
Definitivamente amo as mulheres.
Deliciosa minha médica. Quando ela se levantou e se aproximou a passar a mão no meu rosto pra medir a oleosidade, e fiquei cara a cara com aqueles belíssimos peitos, não pude evitar uma ereção monumental. Claro que fui cavalheiro e não a deixei notar, fingindo um repentino frio nas partes baixas, mas no retorno ela não escapa.
Vai notar que me deixa de pau duro. Vamo ver a reação.
Quando vocês chupam, preferem cuspir, engolir ou guardar pra levar jorro dentro?
Hoje é dia de médica (espero que seja gostosa), deixo a pergunta pras minhas leitoras, aquelas que não se importam em frequentar esse antro de pouca vergonha, quenguice hedonista e devassidão.
E sim, a pergunta sobre dar a bundinha é pra depois. Se preferirem me responder via e-mail, pra evitar identificação: osimar.medeiros@gmail.com
A enquete é séria. Sou um cara que gosta de entender os pensamentos femininos. Principalmente os relacionados a sexo e putaria.
Esse bloguemerda anda muito modorrento ultimamente. Vamo sacudir a poeira, Osimar. Viver não dói.
Puta soco no estômago.
Tava na hora de eu ter uma boa notícia. Bem na hora.
Chegando lá vou penar pra arrumar trampo.
Chegando lá vou cursar cinema na FAAP.
Chegando lá vou reencontrar, encontrar, desencontrar e esquecer.
A vida é feita disso: objetivos. Hoje os meus estão claros, como há muito não estavam. O objetivo é a força-motriz desse esqueleto aqui. O objetivo é mudar pra melhor. O objetivo é mudar.
Como é que eu fui perder tudo isso? Simples. Conhece o termo filha-da-putice? Pois é, ele me define.
Não entendo. E os 4 anos anteriores? O Brasil não pôde crescer nesse tempo?
Ah, tá, desculpe. O governo, o PT e a corja de Brasília gastaram os últimos 4 anos metendo a mão na grana, roubando o dinheiro suado que eu, você e cerca de apenas 180 brasileiros pagamos, pra subornar, matar, comer puta e dar o cu.
Tá explicado. Tá explicado porque essa porra de país não cresce.
I like myself. I like myself. I like myself. I like myself. I like myself.
I like myself. I like myself. I like myself. I like myself. I like myself.
I like myself. I like myself. I like myself. I like myself. I like myself.
I like myself. I like myself. I like myself. I like myself. I like myself.
I like myself. I like myself. I like myself. I like myself. I like myself.
I like myself. I like myself. I like myself. I like myself. I like myself.
I like myself. I like myself. I like myself. I like myself. I like myself.
I like myself. I like myself. I like myself. I like myself. I like myself.
Gente burra é foda. Gente burra é foda. Gente burra é foda.
Gente burra é foda. Gente burra é foda. Gente burra é foda.
Gente burra é foda. Gente burra é foda. Gente burra é foda.
Gente burra é foda. Gente burra é foda. Gente burra é foda.
Gente burra é foda. Gente burra é foda. Gente burra é foda.
Gente burra é foda. Gente burra é foda. Gente burra é foda.
Gente burra é foda. Gente burra é foda. Gente burra é foda.
Amigos sinuqueiros, desculpeis minha ausência, mas enquanto tomo remédio pra debelar os nódulos, ajeitar as unhas, baixar a pressão e ajustar a circulação sanguínea, não poderei participar do clube.
Com a anuência de todos, assino em duas vias de igual teor e forma.
Abracetas.
Osimar Medeiros
Porríssima nenhuma pra escrever. Ou pensar.
O que fazer? Trabalhar.
Agora que eu me toquei: como tou tomando 2 remédios e quinta-feira a dermatologista vai receitar ainda mais medicamentos, o clube da sinuca terá que ser suspenso.
E agora? Quem poderá me ajudar?
Chapolin o caralho, eu quero é buceta.
Não, livros não. Sábado não é um dia de leitura.
Putaria? Ora, não me faça rir. Com o cansaço que me abate, será um milagre levantar o pau hoje.
Mas uma massagem cairia muito bem.
Eu reconheço teu rosto. Tua voz. Teu suspiro. Mas não reconheço a imagem no espelho.
Destituído de fraquezas e ser de carne desalmada,
Sou um monte de poeira, em busca dos ventos da salvação.
Eu ando sem nome ou posse, mas altivo e indômito.
A existência que dorme, hiberna e cochila,
Não vê seu câncer, que corrói entranhas e definhamento.
De fogo, eu queimo,
Enganos, equívocos,
A serpente, o veneno: o começo,
Da tentação, da delícia, do desamor recíproco.
De fogo, eu queimo,
Expurgo do mal, no mal eu teimo,
Até o final, o começo,
Da beleza escondida no coração ermo.
De fogo, eu queimo,
Com gelo, com aço,
A guerra, a fome: o começo,
Do calor, do cortejo, na boca, embaixo.
O passado me condena e o futuro me disfarça.
A morte urge e o inferno me ameaça.
Mas as horas não contam num relógio cheio d’água.
E o que sobra para esquecer é apenas a mágoa.
Hoje fui comer um tambaqui frito com baião de dois numa birosca sabiamente localizada na beira do rio Negro. Coca-cola de vidro e farofa quentinha.
Puta que o pariu caralho, do que mais eu preciso?
Melhor que isso, só xoxota.
Puta sono, puta calor, puta cansaço, puta azia, puta dda, puta que o pariu!
Nós somos amigos-quase-irmãos desde 2000. Ela me chama, às 22 horas pra darmos uma volta de ônibus lá no Puraquequara, bairro longe pracaralho, onde fica inclusive uma penitenciária estadual e eu vou. Se qualquer outra pessoa me pede, eu não vou má nem fodendo. Por ela vou. Sem pestanejar.
Ela, a mesma coisa. Se eu digo: bora pegar um bote pra praia da Lua, ela diz: bora, mano! e a gente se manda.
É uma amizade que eu faço questão de cultivar, inclusive porque é uma das poucas amigas que eu tenho por quem sinto um verdadeiro amor. Um amor puro e devotado. São 6 anos. Já discutimos, saímos na porrada, demos um gelo no outro. Mas é impossível ficarmos longe.
Por isso tô triste esses dias. Eu tou em vias de me mudar pra sampa, ela em vias de ir pra Portugal ou Espanha, pra fazer o doutorado. Ela já me chamou pra ir junto. 2 anos no exterior, enquanto faz o doutorado eu me viro com emprego. Morando numa república, aí as coisas seriam mais fáceis.
Fiquei tentado. Na verdade fiquei doido pra ir. Até porque ela faz questão que eu vá.
Infelizmente não é tão simples. Preciso ver grana, que o único impedimento que tenho.
Vai ser duro ficar 2 anos longe dela. Mas faremos o possível pra isso não acontecer.
Tô triste. Serão muitas despedidas este ano.
Atroz aleivosia,
Torpe incongruência,
Nem rasgo ou teimosia,
Vão adormecer minha (in)consciência.
Nem espírito, nem louvor,
Nem ardor, nem canhão,
Nem ódio, nem amor,
Vão regurgitar meu coração.
Nem flor, nem espinho,
Nem raiva, nem peste,
Nem os passos do caminho,
Vão me fazer fracassar no teste.
Junte-se,
Separe-se,
Estupre,
Acovarde-se,
Destrua,
Ampare-se,
Brilhe,
Disfarce,
Mas cumpra a palavra ou morra por ela.
A queda, a dor,
Sintomas fibrosos,
Transformam a luz,
Em ocaso sinistro.
Mundo subterrâneo,
A pressa e a sorte,
Tornam-se canções,
Que cantam a morte.
A verdade mente,
Mas o que é o espírito ?
Real e incomum,
De fato é o óbvio.
Rosários ou terços ?
De frente ou de lado.
Gangrena, necrose,
É a alegria, de fato !
Um dia, nem que seja apenas uma vez, eu quero ouvir que sou a pessoa sempre desejada e esperada. Só uma vez. Uma vez basta.
Peço a Deus o dia seja produtivo, cansativo e curto.
Eu quero é deitar.
No clube da sinuca digo que, depois de uns 15 copos de Pirassununga ou 61, meu raciocínio inverte. A fumaça desce, as vistas dobram, a única coisa que não muda é o que eu sinto por ela. Invariavelmente, depois de bêbado, mando uma mensagem proclamando meu amor inebriado. Nunca recebo resposta.
Melhor assim. Pela manhã meus pensamentos convergem para minha quente e solitária cama, ardente por minha presença embriagada.
Não, não é por ela que eu tomo cachaça. Essa lógica nem me cruza a zidéia. Não é enchendo a cara que vou honrar o amor que sinto por ela.
Não poluo meu corpo obeso por pessoa alguma neste mundo.
Nem bebo aliás. Não tomo álcool de jeito algum. Odeio o gosto, o cheiro. Só tomo cachaça no clube da sinuca. Solamente.
Interessante é que não tenho ressaca. Chego em casa 8 da manhã mais torto que um pé de goiabeira, durmo um pouco e logo depois tô novo. Não tenho dor de cabeça, azia, ou qualquer efeito reverso.
A birita potencializa a cura que meu corpo necessita.
E vou aproveitar esse pouco tempo que me resta pra encher a lata, brincar, me divertir.
Às vezes, realmente, a felicidade é feita de coisas absolutamente previsíveis.
Como todo crente sabe, a palavra tem poder.
Outro dia, no clube da sinuca, enquanto filávamos um arroz chiclete e carne salgada, pra encher a pança antes de encher a cara, discutíamos sobre as metades. Metade cheio, metade vazio, etecetera.
Aí o Thiago se desculpou pelo salgado da carne, dizendo que ela tava meio péssima. Ao que eu retruquei, "se ela está meio péssima, significa que também está meio ótima." Recebi, lógico, muitos obrigados dos sinuqueiros, me sentindo sortudo por ter um raciocínio tão apurado.
E com esse papo cabeça começamos a beber.
Como já dizia Oscar Wilde:
A gente sempre destrói aquilo que mais ama,
Seja em campo aberto ou numa emboscada.
Alguns com a leveza de um carinho,
Outros com a dureza da palavra.
Os covardes destróem com um beijo,
Os valentes destróem com a espada!
O Portishead é mais intenso, sem dúvida, numa comparação duvidosa. Gostei bastante.
Mas o Massive Attack, bem, esse trio faz um som que definitivamente não é pra se ouvir fodendo, no entanto, o som deles é sexy, quase erótico. Basta dizer que toda vez que ouço Angel, fico de pau duro. E pra levantar esse pau mole aqui tem que ser um troço sério.
Eu, recomendo. (pretendo ouvir o Massive Attack em companhia feminina, pra saber se a xotinha vai ficar meladinha:)
Up to muthafucken date: Antônio Pizzonia tá voltando. Tão pensando que Amazonas é terra de mato e índio? Mato e índio a puta que pariu. Aqui também tem piloto. Tem jogador. Tem gente bamba. Tem tudo que um grande estado tem, inclusive tem muito ladrão também, infelizmente. Mas todos vêm do Pará, como nosso governador, por exemplo.
http://esporte.uol.com.br/velocidade/ultimas/2006/12/06/ult760u1125.jhtm
E quarta-feira tem mais clube da sinuca.
A coisa tá evoluindo.
Voltei a ser o que eu sempre fui. A diferença é que alguns defeitos foram acrescentados.
E não é que me sinto melhor assim?
As pessoas não mudam.
Os bons continuam bons, mesmo fazendo merda. E os péssimos, naipe onde eu me enquadro, por mais que tentem subir de nível, não se adaptam. Eu não consegui, nem irei. Mas não é ruim. Sabendo que não subirei mais degraus, posso esquecer meus limites, não os testarei mais. E isso não é algo negativo. Me sinto mais aliviado, consciente que o lado sombrio da força é inerente à minha própria natureza. Portanto, além de urbano, sou humano. Não mais ou menos que você, irmão, irmã.
A diferença é que eu sei pra onde a fumaça vai soprar. E, ao contrário da sua, a minha desafia as leis da gravidade.
Composição: Steele, Hickey, Kelly, Silver
Grease, sweat, coffee, faded shipyard pictures
Giant living there I used to know
Author of the testosterone scriptures
Where did you go?
Now I remember what he told me that time
Falling from my bike, scraping my knee:
"If you’re gonna weep, keep it from sunshine,
so no one sees"
I won’t cry - "Above all things boy, be a man"
See little boy hiding amongst shadows
Ashamed of tears exposing ancient pain
From the storms predicted by the Tarot:
Pray for the rain
I won’t cry - "Above all things boy, be a man"
Adoro? Adoro sentir uma xotinha gozar no meu pau. Sentir a boca da fêmea procurando a minha no pré e no durante virando pro lado pra respirar, pra gemer e às vezes gritar. Sentir ela me apertando o pau e o corpo pra junto dela, como que pra compartilhar aquele momento orgásmico.
Adoro? Adoro mulher. Adoro fazer uma mulher gozar. Eu não preciso gozar, eu não quero gozar. Eu quero sentir a fêmea gozar pra mim. Eu devo ter ejaculação retardada, sei lá. Meu corpo é um instrumento apenas para o prazer. Delas.
Adoro? Pôr a fêmea em cima da minha cara e segurá-la nos meus braços, usando a língua pra atiçar e depois de apoiar o corpo no meu peito, usar as mãos pra dedilhar a vulva ensandecida. Já ganhei muitos gritos assim.
Adoro? Estapear uma bundinha enquanto fodo uma xotinha melosinha, puxo os cabelos da mulher e aperto os seios, me forço a entrar com sofreguidão. Lambo o rosto, as orelhas, a nuca, sem me desconcentrar na grutinha, jamais.
Adoro? Pôr a fêmea de frente pra mim, com as pernas por cima das minhas e ao redor da minha cintura e penetrar na vastidão enlouquecida de sua bo-ce-ta. Beijos e lambidas e mordidas. Ajudo a rebolar, esfregando o ponto G e orgasmos pululam de seus corpos.
Adoro? Não é suficiente? Adoro mulher! Sexo, putaria, xo-xo-ta.
Fui. Hoje tem cinema com minha amiga estudiosa. 27 anos já começando doutorado. Pensa o que? Eu amo mulher, mas mulher inteligente, porra!
A solução: tomar muito mel. Dos dois tipos. Cachaça e jorro feminino.
Prefiro a segunda, é claro.
O desejo de linguar uma xotinha cresce exponencialmente conforme o dia passa.
E se as coordenadas estiverem certas, hoje vou me lambuzar em mel de gozo xoxotal.
- Meu filho, tu tá com sorte que eu tou de bom humor. Vaza.
Às vezes é necessária uma dose parcimoniosa de diplomacia no trato com vermes babacas.
Cabou de sair daqui uma cliente. Veio imprimir um documento mas o disquete não abriu. Mas ela me deu um sorriso e o cheiro dela ficou impregnado aqui.
Testando instrumentos: sim, meu cacete está funcionando a contento.
Agora o Língua de Trapo tá no rumo certo: nos filiamos ao mais novo partido (que não é político, se me entende, caro irmão, cara irmã): o MDC - mulher, dinheiro e cachaça.
Cabou-se o rompante romântico. Já deu o que tinha que dar, já passou da validade, já chegou no ground zero. Agora, irmão e irmã, a inclinação aponta pra cima. Deixou de ser ladeira e virou aclive.
Putaria desenfreada, política, roubalheira, xoxota e sinuca. Temas atuais. Temas recorrentes.
E pra comemorar, hoje vou cortar os pentelhos, fazer a barba, limpar a zunha, botar camisinha no bolso e vou me perder na quenguice.
Por que há dias, irmão e irmã, e são raros, em que acordo de bom humor, alegre e satisfeito.
Não, de pau duro eu já acordo todos os dias.
Puta afta, agora na gengiva do siso esquerdo. A do lado direito eu já matei com palito de fósfero, como dizia meu irmão menor, e a do lado esquerdo vai ter o mesmo fim. Arde, arde pracaralhobucetabostacu, mas pouco me fodo. Bem melhor que ficar com essa merda ardendo a boca.
Ontem foi dia de clube da sinuca.
Ponho uma foto aí dos 3 últimos sobreviventes. Amanhã terei as outras fotos e as estórias por trás de cada uma.
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Eu fumando, Daniel à esquerda e em cima o Thiago.
Fomos os derradeiros 3 jogadores a sobrarem à mesa. Cachaça pouca é putaria.
Não deixo legados, a vida é curta pra isso, é um tal de correr, tentar, decidir e experimentar. É um tal de frio na barriga nas paradas de ônibus, um tal de falar e falar e não dizer nada. Os que reclamam, frustrados coitados, não sabem o que é viver, não é só pagar, receber, o-que-é-meu-é-meu, o-que-é-teu-é-meu-e-o-que-sobrar-fica-pra-mim. É também baixar a guarda, levar tapa, tomar porrada e cair de cara no chão. É sentir o sangue escorrendo no rosto, coagulando quente embaixo dos olhos, é sentir o salgado ferroso da corrente sanguínea circulando nos lábios, é sentir a bílis subindo pela garganta numa corrida efervescente contra os estados alterados da mente (durmo numa cama inclinada pra não vomitar domindo - tá louco? Mas funciona, catzo, funciona). Se tudo fosse tão simples, Luther King seria um cara comum, que traiu a esposa e nunca seria pego. Mas que papo é esse, tudo é simples, é o bicho humano que complica, inventa brincadeiras de mau gosto, cria obstáculos que não pode ultrapassar. Transforma cores em bandeiras e por elas mata - e morre.
O óbvio nunca é percebido, daí sua beleza, desculpas não adiantam, o arrependimento é vedado e o contrato vale pra herdeiros e sucessores, mas onde assino? Onde assinei que não li? Não aprendi a ler as entrelinhas da vida, isso faz de mim um sábio? Um sapo, um beijo e jaz a felicidade ali, ao alcance das mãos.
Sem pestanejar eu embarcaria, sem medo. Mas não é o medo que me impede. É o vacilo de ontem que faz o meu tentar de amanhã tão inútil na inalterabilidade do meu hoje. No entanto…a tentativa ainda é válida. Sempre é.
Pra que parar de fumar quando já está com câncer?
Pra que?
Eu sei que já fui.
Audrey Tatou: ela lembra ela.
Como dizia meu sábio avô esclerosado: "homem apaixonado é um cachorro com dor de dente."
Acertou. A fome.
De mulher.
Com minha sorte, serei privilegiado se conseguir sequer levantar o pau.
É, irmão e irmã, a mente sobre o corpo, tá sabendo? Desde que socaram o meu nome na boca do sapo, já viu a merda.
Viva rápido e morra jovem. Não é esse o lema? Mas acrescento: morra jovem, morra rápido, morra como quiser, mas morra dormindo, irmão, irmã. Morrer acordado deve ser uma merda.
God forbid, God forbid!
Troco isso aí embaixo por uma vulva depiladinha, sedenta e ardente.
Por que que tô falando nisso? Porque provavelmente não vou comer ninguém, hoje, vou encher a cara numa mesa de sinuca e dormir fedorento, babado e vomitado.
Quer me ver feliz? Põe minha cara entre duas pernas femininas e pode esquercer.
Testando instrumentos: sim, meu pau está funcionando perfeitamente hoje, o que já é uma boa notícia.
Sim, claro que há a tristeza pela negativa, óbvio. Mas não era inesperada. Aliás, foi benéfica. É como dizia minha sábia avó: "cada macaco no seu galho e o diabo não tem o que fazer."
O meu lugar tá bem longe daqui. E é pra lá que tô indo.
Hoje eu vou tomar um porre, não me socorre que eu tou infeliz.
Hábitos levam meses, às vezes anos para serem adquiridos.
Vícios? Uma vez e já foi.
Definitivamente gente não é bicho que se crie em casa.
Clube da Sinuca. É amanhã. Aprontem os fígados porque o couro vai comer.
Eu que não bebo tô cheio de vontade de tomar birita. Caralho, isso não vai dar certo.
Clube da Sinuca é o que há em matéria de desintegração de fígado. Quer acabar com o seu? Fale comigo. Sei um jeito ótimo pra desopilar e inclusive detonar seu fígado. Você vai rir pracaralho e depois morrer de cirrose. Quer algo melhor?
Porque como dizem os sinuqueiros do clube: eu bebo pra me fuder, se eu quisesse ficar bom eu tomaria remédio, caralho.