Monday November 20 2006

Explanação

O que é: O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.

Como é: O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas:

1) Desatenção
2) Hiperatividade-impulsividade

O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como "avoadas", "vivendo no mundo da lua" e geralmente "estabanadas" e com "bicho carpinteiro" ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites.

Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos ("colocam os carros na frente dos bois"). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente considerados “egoístas”. Eles têm uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão.

O que causa: Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.

O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios).
Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões.

Tratamento:

MEDICAMENTOS DE PRIMEIRA LINHA
Metilfenidato (ação curta) Ritalina
Metadate
Methylin
5 a 20mg de 2 a 3 vezes ao dia 3 a 5 horas
Metilfenidato (ação intermediária) Ritalina LA
Metadate ER
Methylin ER

Ritalina LA: 20 a 40mg pela manhã Cerca de 8 horas
Metilfenidato (ação prolongada) Concerta
Metadate CD
Concerta: 18 a 72mg pela manhã

Cerca de 12 horas
Desmetilfenidato (metilfenidato modificado de ação curta) Focalin 2,5 a 10mg 2 vezes ao dia 3 a 5 horas
Anfetamina (ação curta) Dexedrine
Dextrostat
5 a 15mg 2 vezes ao dia OU
5 a 10mg 3 vezes ao dia
4 a 6 horas
Anfetamina (ação intermediária) Adderall
Dexedrine Spansule
5 a 30mg 1 vez ao dia OU
5 a 15mg 2 vezes ao dia
6 a 8 horas
Anfetamina (ação prolongada) Aderall XR 10 a 30mg 1 vez ao dia Cerca de 12 horas
Atomoxetina Strattera 10,18,25,40 e 60mg 1 ao dia Cerca de 24 horas
Fonte: http://tdah.org.br

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