Thursday November 30 2006

Música ligeira

Há alguns anos eu comprei um álbum demo lançado pela banda Platinados, daqui de Manaus. Apenas alguns dias atrás resolvi escutar o CD, que sugestivamente, chama Acudecavalo. Os shows dos caras sempre foram do grande caralho, assim como os da Charlie Perfume, de quem também comprei o álbum (espetacular). Ambas as bandas já foram pro saco, extintas. Os integrantes ou estão em outras bandas ou mudaram completamente o rumo de suas vidas, como é o caso do De Melo, ex-vocal e letrista da Charlie, que atrás da mulher amada, se mandou pro sudeste, rumo que em alguns meses eu também tomarei, Deus ajudando. O Clóvis, ex-vocal dos Platinados agora tá na Tucumanus, banda que engloba o ex-cabeludo Denílson, gente finíssima mas que não vale nada, entre outros bambas. Os shows no Ecos, finado palco de apresentações antologicamente cretinas deixaram lembranças deliciosas na minha mente. Hoje em dia só vou lá pra comer sanduíche de carne crua e jogar sinuca nas mesas tortas do Seu Salvir, mas ainda sinto como se fosse minha casa. Saudoso é apelido.

Então, pra homenagear o rock and roll local ponho aí uma música dos Platinados, porque as da Charlie Perfume não estão comigo, vô ripar e pôr aqui pra nego experimentar o som.

Baixe, ouça, curta. Eu, recomendo.

Platinados - Itacoatiara.mp3 (Clique com o botão direito do rato, salvar como, escolha o local e divirta-se).

Bateu a paranóia, peguei minha mochila, botei o pé na estrada,
No rumo de Itacoatiara pirei, me perdi na cachorrada.
Essa paranóia de se entocar pro mato é a maior piração.
O sol vai sumindo e a noite chegando e eu maluco de montão.
O rock não pára, a noite não pára, vamos meu, vamos pirar

Em Itacoatiara…em Itacoatiara…em Itacoatiara…em Itacoatiara.

Chegando lá pensei que estava no paraíso, que estava na Babilônia,
Tava narcotizado, sob o efeito de overdose de… fumar maconha,
A nóia subindo e eu fui viajando, não parava mais de rir,
Larguei minha mochila e a garrafa de cana e mergulhei no chafariz,
O rock não pára, a noite não pára, vamos meu, vamos pirar

Em Itacoatiara…em Itacoatiara…em Itacoatiara…em Itacoatiara.

Chegando lá pensei que estava no paraíso, que estava na Babilônia,
Tava narcotizado, sob o efeito de overdose de… fumar maconha,
A nóia subindo e eu fui viajando, não parava mais de rir,
Larguei minha mochila e a garrafa de cana e mergulhei no chafariz, 
O rock não pára, com o black na cara, vamos meu, vamos pirar

Em Itacoatiara…em Itacoatiara…em Itacoatiara…em Itacoatiara.

Wednesday November 29 2006

Fúria metal

 

Preciso mesmo é achar uma mulher que me ame, me entenda e me faça cafuné, me ponha no colo e me chame de meu bem, amor e o caralho a quatro.

Preciso achar uma mulher que me ligue no meio da tarde, dizendo com voz mansa: tô na rua, parei num orelhão e te liguei só pra ouvir tua voz.

Prafraseando Raul Seixas: ah que saco essas mulheres práticas…

Onde você está, amor da minha vida, alma gêmea, metade da laranja e o caralho a quatro?

Me encontre, me encontre. Não tenho tempo a perder.

Sexy

Mulher é um bicho que eu adoro. Podem ser charmosas sem saber, eu gosto dessas. Pra namoricar, são as melhores. As que não sabem o efeito que causam. Não se acham as fodonas, embora sejam. São ótimas pra fazer massagens e muito carinhosas. Adoro.

As que usam óculos e têm pinta de violinistas de orquestras também me deixam tesudo. São frias na aparência, com aquele quê de que basta acender um fósforo pra incendiar. Fodem que nem bicho, principalmente quando se apaixonam de verdade. Fazem tudo pelo cara. Ou pela mulher, dependendo da preferência sexual. Por essas eu me apaixono fácil, fácil.

As femme fatales são as lobas. Mulheres mais velhas, que já olham comendo e me deixam de pau duro instantaneamente. Por elas eu não me apaixonei nunca, mas as que tive o privilégio de foder me ensinaram muito do que eu sei. São as liberais, balzaquianas que curtem o que a vida tem de melhor, que é o sexo, sem dúvida. Sem culpas, sem neuroses. Casadas ou não, essas eu fodo até numa crise de depressão. São mulheres que põem a mão na cabeça pra não perder o juízo.

E tem as novinhas, 18, 19 anos, que só prestam pra comer e rapar fora. Nada contra, mas sexo com elas é mais questão de auto-afirmação. E de professor eu não tenho nada. Dessas, eu fodi poucas. Não guardo fodas memoráveis com elas, até porque não são muito sabidas na arte da foda. São do tipo que quando escapole, gritam.

Enfim, tem todo tipo de mulher pra todo tipo de homem e…de mulher.

Encontre a certa pra você. E enquanto você não a encontra, brinque com a errada. Eu, recomendo, é delícia.

Until we say goodbye

Hoje eu preciso foder. Não a paciência alheia, uma xoxotinha mesmo. Amanheci o dia num fogo que puta que o pariu caralho. Todo dia eu tou tesudo, mas hoje o negócio tá diferente. Hoje tô pensando com a cabeça de baixo.
Vô olhar a lista de mulheres amigas e boa sorte pra mim.

Tuesday November 28 2006

Soundtrack

A minha tracklist atual é a seguinte:
     |
Massive Attack - Angel
The Police - Don’t stand so close to me
Joe Satriani - Time machine
Philip Glass - Living waters
Placebo - Slave to the wage
Venom - Countess Bathory
Rumbora - Chapirous
Genesis - Man of our times
Peter Gabriel - A different drum
Yngwie Malmsteen - Air on the g string
Platinados - Itacoatiara (banda de Manaus)
Paulo Diniz - Ponha um arco-íris na sua moringa
Ira! - Núcleo base
Garotos Podres - Papai Noel velho batuta (Papai Noel filho da puta)
Ratos de Porão - Buracos suburbanos
Lobão - Lua cheia
Engenheiros do Hawaii - Anoiteceu em Porto Alegre
Alanis Morissette - I was hoping
Cradle of Filth - Lustmord and wargasm
Alice in Chains - Angry chair
Faith no More - Falling to pieces
A-ha - Take on me (extended version)
New Model Army - 51st state

Porque eu sou é rock and roll.

Roxanne

Cabei de baixar as melhores do The Police.
Puta que o pariu, eu havia esquecido como essa banda é do grande caralho.

Monday November 27 2006

Itacoatiara

 

Estive tão perdido quanto um filho de puta em dia dos pais. Mas aos poucos me encontro, numa noite chuvosa, em que a audácia supera o medo e sonhos podem ser realizados.

E quando esta noite acontecer, finalmente encontrarei meu destino, embora não acredite nele.

E, como diziam os chineses: é do fundo do poço que os céus aparentam ser mais estrelados.

Sunday November 26 2006

Clube da Sinuca

 

Ontem inauguramos o clube que vai fechar todos os clubes. Decididos a ter uma noite agradável, que foi tudo menos agradável, nós fizemos um churrasco noturno, que geralmente vai até às 3, 4 da manhã. A mesa de sinuca, na casa do Daniel e do Thiago, estava só esperando ser importunada. Então aconteceu. Tivemos uma idéia brilhante: um torneio de sinuca. Até aí tudo bem, mas alguém teve outra idéia brilhante: quem perder, toma um copo de cachaça. 61. Não servia cerveja, mesmo porque eu protestei já que não bebo cerveja, tinha que ser a cachaça, pura, sem açúcar ou água tônica. Topamos. E depois de esvaziarmos a garrafa, ainda tinha outra, de vodka. O resultado, você confere aí embaixo.

As regras do Clube da Sinuca:

1) Você não fala sobre Clube da Sinuca.

2) Você não fala sobre Clube da Sinuca.

3) Quando um jogador vomitar, desmaiar ou morrer - ou se a cachaça acabar - o jogo acaba.

4) Só dois jogadores em cada partida.

5) Uma partida de cada vez.

6) Sem descanso, sem sonrisal.

7) As partidas duram o tempo que for necessário.

8) Se essa é a sua primeira noite no Clube da Sinuca, você tem que jogar.

Terminamos as garrafas às 6 da manhã, já não sabíamos que dia era, onde estávamos e quase decidimos tomar acetona pra não acabar o jogo. Mas ainda temos amor por nossos fígados. Como dizia Lúcio Flávio: agora o negócio é pra macho!

 


 


Na foto, tirada às 6 da matina, o Clube: da esquerda pra direita, Thiago sorrindo, já em outra dimensão, eu fumando, mais torto que pé de goiabeira, Daniel zarolho, mais morto que vivo e atrás o Neto dormindo em pé, sem ter idéia do que estava acontecendo. *Faltou o Samuel, cuja esposa o arrastou dali antes que o matássemos de cirrose.

Friday November 24 2006

Vontade de potência.

 

Tô me pelando de vontade de ligar pra ela, de escrever pra ela, de falar com ela. Queria ao menos sentir a presença dela perto de mim, como que velando minha insignificância. Parece que tudo o que ficou guardado nesses anos voltou com carga total, mesmo depois de todas as merdas que fiz. Tinha medo de dizer, mas não tenho mais: sim, eu te amo. Não sei que espécie de amor doente é esse, que me fez permitiu fazer tudo o que fiz, não sei que saudade dolorida é essa que me aperta o peito, não sei que sensação de vazio é essa que sinto ao deitar pra dormir. No escuro te amo mais, lembro das vezes em que te fazia massagens e depois dormíamos agarrados. Lembra? Não, provavelmente não, depois de tanto tempo e depois do filha da puta que mostrei ser, isso nem deve mais te cruzar os pensamentos. Não te culpo. Eu faria o mesmo. Eu quero te esquecer, quero sumir com esse amor, esmagá-lo contra meu peito e diluí-lo na corrente sanguínea pra ele circular meu corpo e sair no meu suor, quem sabe até em lágrimas tardias.

Sei que o mundo dá voltas e numa delas nós nos reencontramos. Você tem vida nova, está amando, está feliz e eu não vou estragar isso perturbando tua tranquilidade. Você merece ser feliz.

E eu vou seguir meu rumo. Se tudo der certo em alguns meses estarei em outra cidade, tentando vida nova, emprego novo, amigos novos. Esse reencontro veio em hora certa, na hora da partida. Mas ah, como eu queria atrasar essa partida pra ficar perto de ti. No entanto… ao teu redor não tem mais lugar pra mim, sim eu sei.

Não vou implorar teu amor porque amor não se implora. Se vive. Perdi a chance de viver o meu, mas torço com toda a força para que você viva o seu em todo o esplendor que esse sentimento traz.

E é agora, com pés descalços que procuro nova trilha a percorrer. Dificuldades sempre existirão, mas perseverança há pra isso.

Torço pela nossa felicidade. Em caminhos opostos, sim, mas com o mesmo objetivo: viver uma vida plena, feliz e cheia de paz. E é isso que desejo a você.

Übermensch

Olhando pra dentro de si, como diria o poeta, não sabia que o Zaratustra de Nietzsche jazia vivo nos poços sem fim, infinitamente combatendo as palavras de Paulo, ex-Saulo, o apóstolo cego criador do cristianismo visionário. As palavras que cunhava dentro de si não eram niilistas, sabia disso. Assim falhou Zaratustra, como gosta de brincar, era apenas o sumo da arrogância macacal, aquela nóia de imitar os grandes porque se acha minúsculo. Ora, o pequeno, se conserva sua perseverança, derruba os grandes na virada do anzol. Não nos ensinou a História, a grande mãe do homem, que, se há uma coisa possível neste mundo é a de que qualquer homem pode matar outro homem? Kennedy não morreu pelas mãos dos generais, Getúlio, diz que, morreu pelas mãos de um franzino funcionário, não, não me fale em suicídio, suicídio é coisa de lunáticos apregoantes da mensagem desviada. Lacerda foi obrigado a fugir do país, mas quem mandou não ler a Arte da guerra do Tzu? Lá ele reza, repetidamente: ao sitiar o inimigo, deixai espaço para manobras evasivas, pois o animal acuado é o mais perigoso, já não teme a derrota, luta ferozmente até a morte.

Olhando pra dentro de si, névoa e fog, sombra e brisa, o rato roeu a roupa do rei de roma, Chaves e Chapolin são os verdadeiros heróis, como querem as mentes amantes de lições. Onde prevalece a inocência ocorre a tragédia, a maior potência mundial foi colonizada por presidiários e sacristãos protestantes. A nossa potência foi colonizada por funcionários precoces da Petrobras, também chamada Petrobosta (corruptela de Petrobunda, segundo o Aurélio ou Houaiss, não sei), agora perdi o fio da meada.

Na mesma revista do Nirvana também havia o Mequistapache, filho do Frei Gurgel, pai de 12 salvo engano, todos nomeados assim, Mequi-alguma coisa, ou Menfi-alguma coisa, Menfistófeles, coitada das meninas mulheres, o meu nome é feio, só que o feminino é pior. Deusolivre, quero nem imaginar.

Num crescendo tonitruante, o Satriani vai me auxiliando as orebas na tarefa inglória de preencher este buraco de rato, rato sai no lucro aqui. O raciocínio, rápido que é, pede curvas onde há retas e segue reto nas curvas, pausando para atender um ou outro capricho fisiológico, psicológico e psicopático-patológico.

E eu vou comprar anfetaminas, porque pra suturar um pensamento ensanguentado e estancar um feixe de razões, só estando muito doido da zidéia. Assim me disse Mack Conha, o roqueiro amante das amantes aracnídeas.

Thursday November 23 2006

Pulse

 

Sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono, sono.

Então vai dormir, porra!

Vou!

Yankee Doodles

Esses militares norte-americanos são do grande caralho. Não contentes por bombardearem 4 pessoas, um bebê no meio, na terça-feira, também perderam um soldado, sequestrado.

Ainda não contentes, prepararam uma busca maciça e no afã de mostrar que não estão para brincadeiras, fuzilaram mais 4 pessoas, dentro de um microônibus. Aparentemente, nenhuma das vítimas era militante ou terrorista.

Coréia, Vietnã, Somália, Afeganistão, Iraque. Em todos esses lugares há DNA norte-americano. Se é que bosta deixa algum vestígio de DNA.

Wednesday November 22 2006

Open sore

 

Irmãos e irmãs, a esperança é uma faca de dois gumes. E ambos dilaceram o meu coração.

Tentativa e erro

 

Eu espero com ansiedade. Sou assim mesmo, fazer o que? Como já disse, sou um esperançoso.

No can do

Como diria Alfredo Nascimento: prometer e não cumprir é pior que mentir.

Uma coisa potencializou a outra. Agora eu sei que sim.

Robert Altman morreu. Antes ele do que eu, não sou fã de seus filmes.

Os turistas perdidos na selva amazônica foram encontrados. Bando de babacas, vão se perder na casa da puta que pariu.

Ronaldo e Raica vão casar. E? Eu, particularmente, cago.

Um parêntese: não entendo essa mania de nêgo casar 3, 4, 5, 6, 7, 8, vezes. Será que ele olha pra mulher e pensa "é contigo que vou passar o resto dos meus dias?" Ou será que ele pensa "vamo casar logo que eu tou doido aparecer nos jornais casando, porque jogando eu sou um bosta n’água"?

Eu só queria casar uma vez. Uma vez. Queria. Past tense. Passado.

Tô no aguardo da execução de Saddam. Forca. Vô-te, apelaram. Podiam apenas enterrá-lo vivo. Sem caixão.

Um bom dia a quem cair por aqui.

Empty vision

Bom dia.

Tuesday November 21 2006

Despertar

 

Agora eu percebo: essa agonia, a tristeza, o banzo, a vontade de apagar, nada disso é real. São simplesmente reações químicas resultantes de um processo cerebral defeituoso chamado por alguns de depressão, por outros de bichice.

Eu não chamo de nada.

A pressão é alta, não a sanguínea, essa já foi pro caralho e tá fora do meu alcance, mas a pressão que eu chamo de social. Não etiqueta, que é outra coisa.  

A pressão que eu imponho a mim mesmo. Involuntariamente.

Essa, irmãos e irmãs, é difícil de desfazer.

Whazzzzzup

Eu já escrevi lá embaixo: esse blogue anda muito romântico pro meu gosto.

Eu já fui muito romântico. Parece até palhaçada, mas eu era o tipo do cara que ficava fazendo carinho no rosto da mulher amada. Eu era o tipo do cara que fazia beicinhos e outras viadices pra ganhar beijos da mulher amada. Ou seja, eu era o perfeito exemplo do cara que merece perder a mulher amada.

Por que? Por causa do romantismo? Não, é claro que não. Mas porque romantismo e filha da putice não se misturam. E, irmãos e irmãs, um tremendo filha da puta do meu naipe não sairia impune do amor.

Se alguém porventura cair por aqui e ler, vá me desculpando, mas esses dias só o amor me dá assunto. Não existe mais política, ladrão ou desgraça que me chame a atenção.

Sou um trovador desesperançado. Porra, essa ficou até legal. Trovador desesperançado.

De repente senti umas sinapses aqui no meu cérebro, neurotransmissores me alimentando um fiapo de esperança, um fiapo de alegria. Às vezes acontece. Não sei porque.

Deve ser tática de defesa do organismo neurobiológico. Ou puramente mais um transtorno pra fila do transtornado.

Fazendo um favor? Me releve. Não ando muito bem da zidéia, como se deve perceber perfeitamente.

Condicional

Quando tou contigo fico em paz. Paz. Viu?

Verdade seja dita

Tenho que ser sincero: quando estou com ela o mundo desaparece e tudo fica azul. Ou nas palavras dela: quando tou contigo, fico em paz.

Zá xêiga.

E por hoje é só.

Falando sério?

Só agora me dei conta que se eu der mesmo o pira pro sudeste, vou deixar o amor da minha vida pra trás.

Embora ela não queira mais nada comigo, como vou viver sem a presença dela na vizinhança, durante o expediente? Como vou viver sem a rejeição aparente, como vou viver, com mil caralhos, sem a dilacerante dor que me carcome os peitos sabendo que já perdi a chance de ser feliz com ela?

Puta que pariu. Vai ser foda viver sem ela. Vai ser foda ser infeliz sem ela. Eu preciso dela pra ser infeliz, é minha condição natural de ser humano, carulhos. Eu preciso dessa mulher. Como eu vou viver sem peso na consciência, sem tristeza e sem banzo?

Impossível. Eu necessito melancolia pra viver. Faz parte da minha compleição psicológica.

Na verdade, a pergunta é: como vou viver sem ela?

A resposta é: do mesmo modo que vivi os últimos 04 anos sem ela. Na merda.

Eu, com sinceridade, cago.

E ando.

E agora?

A chuva acabou, o céu tá nublado, eu tou cheio de cansaço e francamente, foda-se.

Não você, irmão, não você, irmã, mas você, deprê.

Rimou.

Chuva chuva chuva

 

Temporil que puta que paral caindo sobre Manaus neste momento.

Inversão térmica fudida.

Tá do jeito que eu gosto.

Race for rats to die

 

Hoje eu amanheci com vontade de derramar algumas lágrimas.

Hoje eu tou lamurioso, chato, egocêntrico e remoso.

Hoje não é um bom dia.

 

Fui.

La la la la la la

 

Nesse estado de espírito não presto pra postar.

 

O rato roeu a roupa do rei de roma!

Need for speed

 

Indeed.

Blogue não é diário

 

Acabei de crer: precisaríamos rebobinar toda a criação para que a tal felicidade fizesse parte do cotidiano.

Ah, que nada, esse é só o desabafo de um infeliz apaixonado.

I wish I knew

 

Sometimes, and just sometimes, what goes around comes around.

Não sei resistir

 

Eu queria saber. Mas não sei.

 

 

P.S. Gente burra é foda.

Monday November 20 2006

Fudeu

 

Vício da rejeição. Verdade universal.

Definitivamente estes não têm sido dias civilizados.

99 a cavalo pra fuder o que tá a pé

Gente burra é foda, irmãos e irmãs.

Pra comer minha mãe tem dez. Pra dar pro meu pai não aparece um.

Assim é a vida. Uma punheta universal de sensações, sentimentos e ejaculações.

I wish

Eu queria mesmo voltar no tempo.

De verdade.

Putaria?

Putaria é o caralho, literalmente.

Tô sentindo que essa semana vai ser filé. Filé de pescoço.

Pessimismo? Eu sou o cara mais otimista que conheço.

A morte do Shimazaki

Não tomei café da manhã, não almocei.

Dieta o caralho, azia mesmo.

De fato, preciso perder uns 20 e poucos quilos. Mas e daí? Melhor um porco gordo que um espeto anoréxico, tipo aquela modelo.

Deusolivre.

Helpmefuck

Porra,tá foda, preciso de uma massagem nos ombros urgente.

Será que vô ter que pagar 50 mirréis suados pro japa lá do Parque 10?

Não tem uma alma caridosa por aí que se habilite não, caralho?

 

Abusado? Você não viu nada, amor.

Agonia

Finalmente segunda-feira chegou. Depois de mais uma noite de puta insônia, nada melhor que uma manhã fria, calma e improdutiva. Na capa da vejinha, a modelo anoréxica. Linda a menina. Linda e morta de fome. Literalmente.

A seleção de vôlei jogou mal e apanhou dos françaises.

O resto? Ora, vá comprar um jornal, tô com cara de âncora televisivo, por um acaso?

P.S. Mais uma mudança pro caderninho: anotar tudo em ordem prioritária e seguir a notinha. Não trocar as prioridades, não misturar as tarefas, não cagar nas calças, etecetera e tal.

P.P.S. Depois me perguntam porque que eu tou com "essa" cara.

P.P.P.S. Tô começando a ficar tentado a bater com a cabeça na parede. Tenho impressão que vai resolver uma penca de problemas.

Yep

Pelo menos essa porra tem tratamento.

Vô correr atrás.

Explanação

O que é: O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e freqüentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção). Em inglês, também é chamado de ADD, ADHD ou de AD/HD.

Como é: O TDAH se caracteriza por uma combinação de dois tipos de sintomas:

1) Desatenção
2) Hiperatividade-impulsividade

O TDAH na infância em geral se associa a dificuldades na escola e no relacionamento com demais crianças, pais e professores. As crianças são tidas como "avoadas", "vivendo no mundo da lua" e geralmente "estabanadas" e com "bicho carpinteiro" ou “ligados por um motor” (isto é, não param quietas por muito tempo). Os meninos tendem a ter mais sintomas de hiperatividade e impulsividade que as meninas, mas todos são desatentos. Crianças e adolescentes com TDAH podem apresentar mais problemas de comportamento, como por exemplo, dificuldades com regras e limites.

Em adultos, ocorrem problemas de desatenção para coisas do cotidiano e do trabalho, bem como com a memória (são muito esquecidos). São inquietos (parece que só relaxam dormindo), vivem mudando de uma coisa para outra e também são impulsivos ("colocam os carros na frente dos bois"). Eles têm dificuldade em avaliar seu próprio comportamento e quanto isto afeta os demais à sua volta. São freqüentemente considerados “egoístas”. Eles têm uma grande freqüência de outros problemas associados, tais como o uso de drogas e álcool, ansiedade e depressão.

O que causa: Estudos científicos mostram que portadores de TDAH têm alterações na região frontal e as suas conexões com o resto do cérebro. A região frontal orbital é uma das mais desenvolvidas no ser humano em comparação com outras espécies animais e é responsável pela inibição do comportamento (isto é, controlar ou inibir comportamentos inadequados), pela capacidade de prestar atenção, memória, autocontrole, organização e planejamento.

O que parece estar alterado nesta região cerebral é o funcionamento de um sistema de substâncias químicas chamadas neurotransmissores (principalmente dopamina e noradrenalina), que passam informação entre as células nervosas (neurônios).
Existem causas que foram investigadas para estas alterações nos neurotransmissores da região frontal e suas conexões.

Tratamento:

MEDICAMENTOS DE PRIMEIRA LINHA
Metilfenidato (ação curta) Ritalina
Metadate
Methylin
5 a 20mg de 2 a 3 vezes ao dia 3 a 5 horas
Metilfenidato (ação intermediária) Ritalina LA
Metadate ER
Methylin ER

Ritalina LA: 20 a 40mg pela manhã Cerca de 8 horas
Metilfenidato (ação prolongada) Concerta
Metadate CD
Concerta: 18 a 72mg pela manhã

Cerca de 12 horas
Desmetilfenidato (metilfenidato modificado de ação curta) Focalin 2,5 a 10mg 2 vezes ao dia 3 a 5 horas
Anfetamina (ação curta) Dexedrine
Dextrostat
5 a 15mg 2 vezes ao dia OU
5 a 10mg 3 vezes ao dia
4 a 6 horas
Anfetamina (ação intermediária) Adderall
Dexedrine Spansule
5 a 30mg 1 vez ao dia OU
5 a 15mg 2 vezes ao dia
6 a 8 horas
Anfetamina (ação prolongada) Aderall XR 10 a 30mg 1 vez ao dia Cerca de 12 horas
Atomoxetina Strattera 10,18,25,40 e 60mg 1 ao dia Cerca de 24 horas
Fonte: http://tdah.org.br

Sunday November 19 2006

Break it down again

 

Percebo que este blogue anda muito romântico ultimamente.

Tá na hora de acabar com isso. Este blogue não é pra ser romântico. Blogue não é diário. Blogue é lixo. Pelo menos o meu é. Enxurrada de lixo subcutâneo ignorante e hedonista.

 

 

P.S. Uma dica: não seja filha da puta. Isso tem preço. E o preço é alto, irmãos e irmãs. Muito alto.

TDAH

 

Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade.

Esse é o nome do monstro. E é com esse monstro que vou digladiar até ir pro saco.

Saco!

Hipocrisia?

 

Interessante. Gosto de bares. Principalmente quando tem mesa de sinuca. E não bebo uma gota de álcool.

Interessante. Sou o primeiro a defender a fidelidade num namoro. E sou o primeiro a trair.

Interessante. Sou o primeiro a condenar o preconceito. E sou o primeiro a atirar a primeira pedra.

Interessante. Sou enfático ao falar de Deus e das escrituras. E sou o primeiro a pecar.

E daí? Por acaso eu preciso pedir permissão pra ser hipócrita nesta bosta de país?

Pra lá e pra cá

 

Aqui em Manaus dizemos que lá no município de Parintins não existe esquerda ou direita. Existe "pra lá" e "pra cá". Viajei pra lá 2 vezes, em 2002 e 2003, a trabalho, no Festival do Boi Bumbá, na época pela tv A Crítica, retransmissora do SBT no Amazonas. Na primeira fui pra fazer operação de caracteres e na segunda, além dessa tarefa, também editei as matérias, inclusive 2 programetes que passaram no jornal do SBT e na Hebe. Não vi o festival de dentro do Bumbódromo. Vi tudo por um monitor minúsculo no ônibus da transmissão. Vi muita coisa ali dentro.

Trabalhei nos mesmos 2 anos no Carnaval e nas eleições de 2002, pra governo e senado.

O poder, irmãos, o poder está nas mãos erradas.

A imprensa é realmente um cancro. Capitalismo e imprensa. Merecem-se.

Além da imaginação

 

Esse blogue tá muito lamurioso ultimamente. Como diria Zé Maria: "porra, mas só tem choro aí, não tem um pagode, não, caralho?"

É, tem rocknroll. Serve?

Saturday November 18 2006

A woman like that

Frequentemente malho o casamento: se fosse bom não necessitava testemunha.

Faço isso pra apoquentar os casados e casadas e pra proclamar meu amor à solteirice.

Porra nenhuma. Digo isso porque não estou com a mulher certa. Ela já veio e já foi, tudo bem. Vou ter que me arranjar solteiro mesmo.

Diz meu amigo Tadeu Sarmento: "só serás feliz quando gozares dentro da mulher que te ama".

Tem toda razão. Esse meu amigo sabe o que diz.

Hatred

Uma coisa é fato: quando se está na merda, autopiedade aparenta ser mais bonita que 1 milhão de reaus.
É por isso que se deve combatê-la. A autopiedade é feia, mais feia que um dia de fome. É vil, mentirosa, sacana e filha da puta.
A autopiedade é pura merda.
Combata. Seja firme. Seja doido(a). Seja alguma coisa. Só não seja coitadinho(a).
Bote fudendo. E eu empresto a pica.
Recado dado, let’s muthafucken go.

Live for today

Tô num tal estado lusco-fusco. Entre o reino dos sonhos e o mundo real, seja lá o signifique isso.
Insônia. Insônia. Insônia.
Hoje me perguntaram o que eu tenho. Respondo: cabeça, coração, rins, pulmão.
Não, não era isso. Era o que eu tinha. Tinha sono, tenho sono. Mas não sonho. Relevo. Nem durmo. Pior. Não descanso. Obviamente isso se nota pela minha cara.
Preciso arrumar uma válvula de escape. Já que não tô mais comendo minha amiga da universidade, que tá namorando, então vou ficar por aqui, escrevendo um monte de bobagem. De repente até rola uma sinuca hoje.
Saudade. Saudade. Tem cura?
Boas recordações ali no Ecos bar eu tenho. Gestos que falaram mais que palavras.
Caralho, caralho, caralho!

Maze for rats

Agora é oficial: esporadicamente, o que chamamos "amor" ou "paixão" ou seja lá como você chama, nos coloca num labirinto de rato.

É preciso muita maturidade pra lidar com esse tipo de sentimento.

O que me fode é essa alma romântica que eu tenho. Tarado? Também, por que não? Mas um tarado romântico. Um tarado romântico solteiro. Um tarado romântico solteiro amando.

Não, não, desta vez não é a mando do cão. É amando mesmo.

 

 

Pra não perder o costume, cito e avacalho o Drummond: hoje é sábado, amanhã domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será.

Hota hai

- Rapaz, ele morreu de quê?

- De repente.

- Ele tinha pai?

- Nem mãe.

Friday November 17 2006

Hollow

 

Puta sono. Tô sentindo meu corpo quase levitar. Os olhos pesam, as mãos tremem, as pernas vacilam, a cabeça gira, a fumaça do cigarro vai e volta, um bumerangue etéreo.

Só que eu não sou babaca. Se eu for dormir agora acordo meia-noite e fico rolando feito um filha da puta atrás do sono fujão.

Fudeu, vou ter que dormir assim mesmo. Ou pelo menos tentar. O corpo pede. O corpo manda.

Lá vou eu. Wish me luck.

Therapy for pain

Ombros doloridos, tensos, rígidos, dores nas costas, nos braços, nas pernas. Só me falta broxar o pau, agora. Se bem que isso não seria novidade.

Preciso de uma massagem. Acho que vou lá no japonês do Parque 10, tomar umas pancadas, pra ver se a coisa melhora.

A não ser que eu consiga alguém pra fazer uma massagem de graça em mim, mas é pouco provável.

Acho que vou num açougueiro, vender meu corpo. Quanto será que paga o quilo? Quilo aqui não falta.

De merda então, nem se fala.

Banzo

Hoje o banzo bateu. Quando isso acontece é foda, foda, foda. Fica difícil sorrir, fica difícil levar as coisas na tranquilidade.

Novamente, uma puta insônia. Durmo de 21:00 às 00:00 e só consigo apagar de novo lá pelas 3 da manhã. Aí acordo 6:20 e descubro que não descansei porra nenhuma. Vô-te.

Deve ser essa chuva, esse nublado no céu, esse vento frio. Nessas horas é ruim ser solteiro, admito. Mas me sinto grato por não afundar mais ninguém comigo.

Hoje tá foda, não tá dando não.

Friday I’m in love. Again.

Sobre essa modelo aí, que morreu de anorexia.

É triste, mas francamente: uma pessoa que pesa 40 quilos, se olha no espelho e se vê uma orca, tem que ser interditada e tratada. Não adianta a mãe ficar agoniada e deixar a porra da moleca trabalhar livremente.

Interna e trata, alimenta via intravenosa, sei lá. Hospício é pra isso mesmo.

A morte dessa menina não foi causada somente pela anorexia. Negligência também tá no meio e deveria ser investigada. Ninguém emagrece a ponto de morrer sem que alguém note primeiro. Principalmente tão nova.

Confissão

Pago meus pecados. Sei que sim. Saudade não é um sentimento natural.

Hoje eu sento à esquerda do Pai.

Hoje eu sou o inimigo. Inimigo meu.

Thursday November 16 2006

Slave to the wage

Tô dormindo 3 horas por noite em média.

Farra? Farra o caralho, puta insônia mesmo.

Hoje eu estou decidido a não me emputecer com os filhas de puta que insistem em aparecer aqui. Não terei picos de pressão, não ficarei branco de ódio, não imaginarei cenas de tortura dos meus inimigos. Não farei inimigos. Não esbugalharei os olhos para ameaçar os babacas, não cerrarei os punhos para esmagar cabeças, não levantarei para expulsar os imbecis, não pularei da cadeira pronto a morrer defendendo meu descontrole, não serei escravo das dores de cabeça, não sentirei o coração batendo rápido, não me deitarei para espalhar o sangue, não sugarei o ar em busca de alento, não

Acabou de chegar alguém. Inseri um disquete, travou a máquina, mas tudo bem. Não me emputecerei com o filha de puta do disquete nem com a dona. Não farei inimigos hoje.

Hoje eu faço parte dos que sentam à direita do Pai.

Wednesday November 15 2006

Feriado dos infernos

 

Ah que saudade dos tempos em que eu frequentava puteiros nos feriados…

Ontem fui mudar a tradição e me fudi: não consegui ficar doido, presenciei briguinhas, depois fodas, depois uma amiga do grupo resolveu ir pra casa cortar os pulsos.

Peraí caralho, assim não há cidadão que se divirta!

Pelo menos joguei sinuca. A garota, 18 anos, que cortou os pulsos, foi quem me ensinou a jogar.

Vô-te!

Tuesday November 14 2006

Baderna, baderna

 

Cansaço, sono, frio, estresse. Mas hoje à noite a sinuca do Seu Salvir vai chorar!

Ecos Bar, você é meu destino esta noite.

Fui!

Monday November 13 2006

Platinados

Uma banda daqui de Manaus, chamada Platinados. Rock and roll de responsa. Letras do grande caralho, que falam de sexo, amor, drogas, chás alucinógenos, políticos, filhos da puta e mulher.

Enfim, uma ótima combinação melodia+letra.

Quem quiser dar uma procurada pelo SoulSeek, procura um usuário aleikum_maha_salam, que sou eu, porque eu tou disponibilizando um monte de sonzeira daqui de Manaus.

Nego me baixa muito Raízes Caboclas, Eliana Printes, mas tem muito mais: Chá de Flores, Charlie Perfume, Zeronovedois, Zona Tribal, entre outras.

Pra baixar o SoulSeek, aqui, ó. Baixe a última versão, coloque como listening port 2234 ou 5534, geralmente funciona. E mande bala!

WASP

 

Ora, mas como não?

Eu disse a ela: eu sou um esperançoso. Sim, eu sou.

Mas eu também sou um realista.

De fato, minhas pegadas sempre são mais pesadas que eu supunha antigamente. Sequela, consequência, chame como quiser. Tudo tem um fim. Ou, conversando com a linda correspondente do Língua de Trapo em Nova York, a Andréa, chegamos à conclusão que alguns fins são apenas meios para outros princípios.

E essa conclusão é até animadora, porque eu acabei de chegar em um fim, depois de alguns anos ensebando pelo meio, pra não terminar, ou por medo de terminar essa estória.

Um novo começo se apresenta. Não, não uma volta, ou um retorno, mas um ideal. Um novo começo, uma nova forma de empiricamente finalmente me livrar de um peso já arcaico.

Ou, simplificando, uma nova forma de simplesmente me deixar levar pelo presente.

I believe

Eu acredito em renovação. Em sinceridade. Dedicação. Segundas chances. Redenção.
Definitivamente eu sou um crente!

Por favor, depois de usar, dê a descarga!

Preciso de uma massagem nas coxas. Alguém se habilita?

Sunday November 12 2006

Promessa

 

Hoje eu tou feliz. Fiz uma promessa, recebi perdão, fiz massagem, ouvi palavras carinhosas, proferi palavras carinhosas, tou com o cheiro dela ainda nas minhas mãos.

De fato o mundo dá voltas. E numa delas nós nos reencontramos.

Saturday November 11 2006

Helicopter

 

Aqui de novo, pra mandar bala nas palavras, saídas do meu intelecto frágil.

Fantasias sexuais? Comer duas mulheres? Isso não é fantasia, porra. Isso é fácil. Procure no jornal, seção das vagabundas e contrate duas quengas. Coma as duas e seja feliz.

Fantasia sexual é gozar dentro da mulher que me ama. Isso é uma fantasia.

Infelizmente essa fantasia tem seus pré-requisitos, suas nuances. Infelizmente eu não fui construído para o amor monogâmico. Fui desenhado pra ser um árabe dono de harém. Infelizmente eu sou muito filho da puta até pra ser poligâmico.

Minha vocação? Eremita. De preferência, bem distante da humanidade, porque como já dizia meu sábio pai: "gente não é bicho que se crie em casa".

Dead poet’s honor

 

Algo que aprendi de verdade nesse mundo?

Não é que mentira tenha perna curta. Eu é que não sei andar com perna de pau.

Debaser

 

Frequentemente observo que ainda não aprendi a amar.

Já a ser filho da puta, isso aprendi muito bem. Bem até demais.

Friday November 10 2006

Ethereal fuck

 

Essa mulher ainda mexe comigo. Depois de 4 anos sem contato, depois de todas as merdas que fiz, depois de todas as mentiras que contei, depois de todas os xingamentos que proferi, depois de todas as ofensas que falei, depois de todas calúnias que inventei, depois de toda a raiva que provoquei, sim, ela ainda mexe comigo.

E, sim, eu sou um filho da puta imutável. Definitivamente não presto.

Vez ou outra me dá uma puta vontade de desligar. Quem sabe um reboot não acaba com esse sentimento doente, com essa tristeza, com esse remorso, com essa saudade que eu sinto.

Amor? Ora, não me faça rir. Se amor fosse doença, hospício era motel.

E essa mulher ainda tem o desplante de me perdoar, depois de tudo isso? Quem não consegue me perdoar sou eu. Já fiz muita merda pra idade que eu tenho. Se houver limite de merda por idade, já devo estar devendo nas próximas cinquenta gerações.

Thursday November 9 2006

Porra, aí fica difícil acreditar num mundo melhor

Morreu ontem Basil Poledouris, de câncer.
Cadê que morrem Maluf, Lula, Pallocci, Dirceu, Genoíno, Bonner, Kamel, Amazonino, Eduardo Braga, Sabino Castelo Branco, só pra citar alguns dos piores? Não morrem, não ficam doentes, não saem de cena.
Já um puta autor, do naipe de Basil Poledouris, que compôs as trilhas sonoras de Conan (Bárbaro e Destruidor), Robocop, Harley Davidson and the Marlboro Man, só pra citar meus preferidos, morre de câncer.
Aí fica realmente difícil acreditar num mundo melhor e mais justo.
Esta porra de blogue está de luto.
Basil Poledouris
21 de agosto de 1945
08 de novembro de 2006

Friends flying in a blue dream inside a mind storm


Como se diz, o tempo mata, a morte urge e o inferno ameaça.





E, de repente, desapareceu.





Porra, acho que vou começar tomar remédio. Desse mesmo.

Wednesday November 8 2006

Como diria Dane: ovo é que é, tanto faz se o pato é macho!

 

Um antigo chefe meu dizia: "eu dou é duas fodas e ainda toco uma bronha!"

A resposta padrão: "o senhor fode muito é a paciência alheia!".

 

Pra mau fudedor, até o pau atrapalha.

Chevaliers de Sangreal

Life’s a bit strange.

Quando eu penso que o passado foi-se pras picas, eis que ele volta a me assombrar. Na verdade eu persigo esse meu passado implacavelmente, não havia como escapar. Eu precisava desse reencontro. Precisava pôr pingos nos is, cruzar os Ts, dar cabo de muitos nós que foram ficando pelo caminho.

Culpa, irmãos e irmãs, é a culpa que me persegue, é a culpa que tenho de esquecer.

Tuesday November 7 2006

Friday I’m in love

Estou apaixonado, irmãos! Fui fisgado pela flecha do Cupido. Vejo reta onde tem torta, danço a marcha fúnebre, inebrio-me de sonhos azuis e acaricio meu objeto de desejo como se derradeiro fosse.

Sorrisos me brotam das bochechas dentro de um ônibus lotado e fedorento, calor me alavanca felicidade sob uma ducha congelante nas primeiras horas da manhã, como se o amanhã não houvesse e o ontem fosse um pesadelo já destrincheirado.

As amizades se renovam, num ciclo cíclico existencial, mutante que é a ternura e incompreensível a olhos imaculados. Ou platinados. A minha paixão requer olhos manchados, cheios de rios represados, soltos a qualquer momento, sob a mais estapafúrdia justificativa. A minha paixão requer entrega imediata e logística aplicada ao coração. A minha paixão requer a mim. Solo e somente.

Não, irmãos, a minha paixão não é carnal. Ou platônica.

A minha paixão, irmãos, é ideal.

Monday November 6 2006

Audrey Tatou

Minha nova paixão. Completamente louco por essa mulher. Além de linda, estupenda atriz.

Mais uma da minha nova paixão platônica:
É ou não maravilhosa? Che bella, che bella!

Sunday November 5 2006

A letter to anyone

Na calada da noite, como se diz, é que vêm as idéias. Idéias que, como diria Raul Seixas, deixo pra lá por não querer te acordar. Pensamentos díspares, colidindo na velocidade das luzes dentro do meu próprio espírito, combatendo a descrença, a deseperança e o cansaço. A tristeza não se combate. É como a dor, que se pode esquecer mas nunca ignorar. Uma carta escrita no meio das primeiras horas e nunca enviada, um apelo à alma caridosa que irá me tirar deste tormento, me dar palavras de conforto e irá extinguir minhas dúvidas. Um soluço inebriado de paixão e um abraço de milhões de eras.

Um segundo de hesitação é o bastante pra descobrir uma mentira, alavancar uma risada, destruir uma amizade, revelar um amor perdido. As lágrimas que enxaguam a queda são sempre um alento numa noite sem estrelas, luz numa estrada sombria, abrigo sob o sol impiedoso.

Como é que a decepção se apodera de uma pessoa duma forma tal que as boas lembranças são vaporizadas pelo ódio incontido, pela moderação vernacular, pela sobriedade de bons fluidos?

A vida é uma montanha-russa. Não, não de emoções. De sentimentos. Sensações.

Saturday November 4 2006

It worked!

Pai é pai.

E o meu é foda!

Não à toa o nome dele também é Osimar!

Porra, do grande caralho, do grande caralho!

Friday November 3 2006

Crap

Amanhã é o dia da verdade.

Orem, irmãos, orem, porque, acrescento: eu vou precisar.

Urgência

De fato, as coisas só funcionam quando empurradas, muitas vezes com a barriga. Se eu fosse depender de orgulho pra vencer na vida já estaria morto. O oposto também vale: se houvesse campeonato pra baixa estima, eu já seria campeão por antecipação.
Esse fim de ano vai ser o mais difícil que eu já enfrentei: terei que aturar arrogância, burrice, estupidez e idiotice, provavelmente de uma mesma pessoa. Mas só de imaginar que em fevereiro de 2007 eu já não terei que aturar isso, sequer terei que olhar na cara dessa pessoa, sinto um alívio e uma alegria tão grandes, que as merdas que terei aturado no fim deste ano parecerão beijos de mulher.
Toda ajuda que me for empregada será válida, desde procura de emprego até uma palavra amiga, e me considerarei devedor de quem me assistir. Porque, como dizia Pedro Bala: "quando se é amigo, se serve ao amigo".

Dança de ossos

Onde tem beleza faltou o cérebro. Onde tem certeza faltou a humildade.
Onde tem veemência faltou inteligência. Onde tem determinação faltou vontade.
Onde tem perspicácia faltou caráter. Onde tem rapidez faltou moral. 

Assim fica difícil

Quando um homem se permite ser pisado pela mosca da merda do cavalho do filho de puta do bandido, é sinal que mudanças urgem e o horizonte se tinge de vermelho.
A hora chegou.

Vixe

Uma arrogância que eu não entendo. Não sabe, não quer saber, não mexe, não quer mexer, não vai aprender nem quer aprender e se acha a dona. Dona? Uma dona que extorque o dinheiro, deixa as contas vencerem, mal sabe ligar um computador?
Ora, não me faça rir.

Thursday November 2 2006

Desculpe, foi engano

Estava eu voltando da casa de uma amiga minha, agora há pouco, quando, no meio do trajeto me toca o telefônico:

Eu: "Alô"

Ela: "Oiie…."

Ela falou esse "oi" com uma voz tão charmosa e sexy que senti meu recente gozado pau levantar das catacumbas cuecais.

Eu: "Oi, pois não?"

Ela: "É a Adriane…"

Eu: "Pois diga, meu amor".

Ela: "Esse é o telefone do Ivo??"

Eu: "Não, mas com essa vozinha deliciosa que você tem, eu até posso me passar por ele.."

Ela: "Quem tá falando?"

Eu: "Você discou errado, meu bem.."

Ela: "Ah…desculpe!"

Eu: "Pois não tem problema.."

Ela: "Desculpe, tá? Tchauzinho.."

Ai ai, essas ligações erradas que me lascam a corrente sanguínea…

Wednesday November 1 2006

Eu trago comigo os estragos da noite

Parafraseando Sergio Faria, Pedro resolveu acabar o estoque de agadoizó lá de cima.
Temporil que puta que paral caindo em Manaus neste exato momento. Tomei uma puta chuvarada na cabeça hoje cedo a caminho (longo caminho) da parada de ônibus. A bermuda tá ensopada, as meias estão tipo um graxeiro.
Mas tudo é melhor que o calor fudido que tava fazendo. Eu sempre digo: agora, com a temperatura beirando os 24, 25 graus, estamos numa era glacial. Nego já anda tudo embrulhado, cos lábios roxos e as mãos duras.
A sinusite me ataca, a dor de cabeça vem em seguida, mas eu pouco me fodo: qualquer preço é baixo pra sair daquele puta calor dos quinhentos mil diabos frientos que faz normalmente aqui.
Nos dias mais quentes, quando a temperatura bate nos 50 graus e a sensação térmica devido à proximidade do Equador é de 60 graus, a vontade que dá é alugar o kitnete e ir morar nos quintos dos infernos. Lá a temperatura deve ser bem mais baixa que a de Manaus.