Wednesday October 11 2006

Overture

Mãos inchadas e veias pulsantes. Pode até parecer doença, mas eu chamo de tesão. E se for pra foder doente, eu fodo até o cérebro secar. As duas cabeças.

Porque comigo é no couro. Diz o Grissom que a vingança é um ato de paixão. Concordo. E acrescento: o sexo é paixão. Nada de amor, sai sai, o sexo é tesão, carne e suor. Amor é pra menino de 20 anos com espinha na cara de tanto bater punheta. O amor é um mito. O único amor real é o amor ideal. O amor carnal é falho, mentiroso e demagogo.

Me chame de mal amado. Eu digo o contrário: sou bem amado. Amado até demais. Por isso digo com propriedade: o amor é um mito. Chame como quiser: alma gêmea, fôlego de vida, amor eterno. Um dia acaba e acaba mal.

Me chame de despeitado. Não sou. Sou consciente do que sou e de onde vim. E digo mais: o sexo é o único ato entre um casal que dispensa amor.

Não me entenda mal. O amor é lindo.

Mas pra mim ele não é necessário. Há quem precise dele como quem necessita ar e água. Eu não. Eu necessito tesão. Eu necessito carne, gozo, suor.

Eu preciso sentir as pernas da mulher tremerem. Isso faz de mim um homem bem sucedido.

O resto? No-no.

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