Thursday August 31 2006

Full throttle

(X) é Ódio Nuclear

Destruição, execução, palhacidade,
Exumação, laceração, fuzilamento,
Alienação, coração, felicidade,
Ovação, reação, palhaçamento.

Oração, salvação, rezamento,
Instituição, imigração, fecundidade,
Armação, doação, julgamento,
Coração, inspeção, voracidade.

Formação, amolação, exorbamento,
Inscrição, anulação, caridade,
Vaiação, encenação, enterramento,
Instrução, marcação, crueldade.

Felação, sopração, festividade,
Pudicação, entonação, acabamento,
Desolação, petição, natividade,
Adoração, emanação, deslocamento.

Imolação, queimação, entortamento,
Atolação, amarração, inimizade,
Fumação, detenção, apoquentamento,
Furação, apuração, iniquidade.

Apelação, enceração, banalidade,
Pichação, vocação, aterramento,
Suação, secação, fatalidade,
Molhação, melação, cinquecento.

Osimar Medeiros, 10/08/1998

Monday August 28 2006

Eu sou eu

Eu sou eu: um hipócrita. Mentiroso, falso, fingido, sonso e manipulador.

Minto que minha cara nem treme. Eu minto com uma facilidade tão grande que sou capaz de te convencer a acreditar na minha palavra e desacreditar a da tua mãe.

Eu sou falso. Pela frente sou gente boa, por trás eu largo a porrada (metaforicamente, claro).

Eu sou traíra. Se você é minha namorada, saiba que vai levar chifre. Não é porque eu tenho alguma coisa contra você, mas é minha natureza: eu nasci de uma traição e portanto sou traíra desde a concepção.

Tenho problemas em relacionamentos longos. Tudo porque não vi exemplos de que relacionamentos longos durem mais que sua longevidade: ou seja, o dia a dia já é o futuro, não há planos. Casamento: só se eu fizer terapia intensiva, de choque, provavelmente.

Mas eu sinto falta de mulher. Não de uma boceta apenas, mas de uma mulher, uma fêmea. Mesmo sabendo que vou trair, sacanear e mentir, eu não me contenho. Se pintar uma mulher bacana, eu vou pra cima. Depois ela vai sofrer, chorar e me amaldiçoar, mas não sei mudar, é minha natureza, você sabe.

Aí depois que se sente mal sou eu. Remorso, peso na consciência, pedidos de perdão, afastamento.

Este sou eu. Muito prazer.

Saturday August 26 2006

Amor eterno?

Porra, não tenho caralho nenhum pra escrever.

Fica pro próximo sábado.

Trabalho, muito trabalho.

Wednesday August 23 2006

I’m cummin’

Sábado.

Saturday August 19 2006

Sunny Sonny

Evacuação fibrosa

Não quero saber,
Do que pode ser,
A vinda ou a ida,
Da morte ou da vida.

A queda, a dor,
Sintomas fibrosos,
Transformam a luz,
Em ocaso sinistro.

Mundo subterrâneo,
A pressa e a sorte,
Tornam-se canções,
Que cantam a morte.

Esfola a fé,
E vomita a alma.
Pragas indômitas,
E trevas daninhas.

A verdade mente,
Mas o que é o espírito ?
Real e incomum,
De fato é o óbvio.

Rosários ou terços ?
De frente ou de lado.
Gangrena, necrose,
É a alegria, de fato !

Osimar Medeiros 05/12/2002

Merda

Porríssima nenhuma pra escrever. Ou pensar.

Então cito e avacalho o Drummond: hoje é sábado, amanhã é domingo e segunda feira ninguém sabe o que será.

Wednesday August 16 2006

My full blooded cock

A verdade é que o mundo dá voltas e numa delas nós vamos nos encontrar.

Monday August 14 2006

Tempestade à vista

“Não é insensato aquele que dá o que não pode manter, a fim de ganhar aquilo que não pode perder.”
Jim Elliot

Saturday August 12 2006

Restart

Ultimamente tenho tido pensamentos imigratórios abundantes. Até umas duas semanas eu andava cabisbaixo, preocupado, hoje tô esperançoso, perseverante, animado. Tô lendo um livro do Billy Graham, sobre o Apocalipse, que chama Tempestade à Vista. Embora eu não concorde em alguns pontos sobre a interpretação que ele dá ao livro de João, tenho que admitir que ele sabe usar as palavras. Isso eu admiro numa pessoa. A capacidade de articular, argumentar, retrucar e convencer. Ou não.

Arrumei um trampo pra essa época de eleições, pra trabalhar com edição de video, coisa que eu adoro fazer. Por isso tô ausente esses dias. Trampando muito, sem tempo pra visitar os amigos blogueiros, pra enviar emails aos amigos, pra jogar a sinuca do Yahoo. Tô sem tempo até pra sair, mas hoje vou à desforra. Uma sinuquinha no bar do seu Salvir, o Ecos, e pronto: estou renovado.

Reassisti a Encantadora de Baleias esta semana e, claro, gravei. Puta filmaço dos quinhentos mil caralhos. Eu, recomendo.

Inté.

Friday August 11 2006

Wrorking

Sim, está escrito errado, mas é assim que o Shwarza fala, póprestátenção!

Um abraço pra quem ainda pinta por aqui. Amanhã vô visitar a moçada nética. Inté.

Wednesday August 9 2006

Workin’

Meu nome é trabalho.

Como eu não tenho cabeça pra postar picas, vai essa letra aí do Tears for Fears. A música é do grande caralho, assim como a regravação pelo Gary Jules, que ficou caralhescamente maneira.

MAD WORLD
Tears For Fears

Mad World
All around me are familiar faces
Worn out places - worn out faces
Bright and early for their daily races
Going nowhere - going nowhere
And their tears are filling up their glasses
No expression - no expression
Hide my head I want to drown my sorrow
No tommorow - no tommorow

And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying
Are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
‘Cos I find it hard to take
When people run in circles
It’s a very, very Mad World

Children waiting for the day they feel good
Happy Birthday - Happy Birthday
Made to feel the way that every child should
Sit and listen - sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me - no one knew me
Hello teacher tell me what’s my lesson
Look right through me - look right through me

Friday August 4 2006

1 ano

Neste domingo o Ei, Porra! completa 1 ano de vida aqui no Blogsome. 1 ano de putaria ilimitada, sacanagem desenfreada, postagens desregradas e baixaria agregada.

Parabéns pra você, meu querido blogue diário caralho.

Trampóide

Tão ligados no meu recorde de emprego mais rápido?

Pois é, me ligaram de lá, me chamaram de volta. Desta vez pude negociar algumas condições, tão pensando o que? Eu valorizo o meu trabalho, porra!

Portanto, a partir de segunda-feira, vocês me terão bem menos aqui, pelos próximos 3 meses, época de eleição. A não ser que eu seja demitido novamente, Deus-o-livre. Confesso que esse free-la veio em boa hora.

Sintam saudades de mim, muitas saudades.

Beijos nas bundas de todos e inté mais.

Thursday August 3 2006

Classifisex

Procuro uma mulher elegante, charmosa, liberal, libertina, ligeira no querer, selvagem no fazer, pode ter a idade que for, filhos ou não, cachorro, gato, papagaio, tudo eu assumo. Tem que ser trabalhadora, virada, esperta, consciente e mente aberta. Tem que me colocar no colo e fazer cafuné, não pode ter nojo se eu tiver chulé, tem que aturar se eu roncar, arrotar ou pior. E não pode ficar puta da cara se eu broxar. Farei o mesmo. Tem que ter bom humor, não vale ser ranzinza, chata, o escambau. Tem que gostar de cinema, rock and roll e cigarros. Tem que gostar de ficar agarradinha depois de fazer amor gostoso (fala Wando!), tem que gostar de beijar. Constantemente. Farei o mesmo. Tem que ser boa mãe, boa amante, boa amiga. Principalmente tem que ser boa. Tentarei sê-lo também.

Eu sou um rapaz simples, mentiroso, safado, pilantra, machista, ciumento, aloprado, apressado, impaciente, chato, calado, fumante desgraçado, arrotão, egoísta e herege. Já fui acusado de ser bom de cama, mas não gosto de comparar, portanto não sei. Garanto meu material e nunca fui levado ao Procon. Como minhas unhas desesperadamente, ansioso aos extremos, calmo na cofrontação, minto que minha cara nem treme. Seria um bom pai, sou bom amigo e bom ouvinte. Nunca sei o que falar em ocasiões difíceis ou traumáticas, mas não faço piada fora de hora pelo menos. E o principal: eu sou eu e pronto.

Interessadas favor entrar em contato o mais rápido possível, pois estou cheio de tesão (amor) pra dar.

Assinado: Moleque M. Maravilhoso

Tuesday August 1 2006

Desabafo cretino

Uma das vantagens de ser solteiro nesse mundo é que não me decepciono com o amor. Melhor dizendo, com as pessoas que sentem o amor. Não me sinto pequeno, inválido, um peso morto, um pedaço de carne podre. Não ando preocupado, não meço as palavras, os pensamentos e as ações. Não me sinto culpado por sentir desejo, não sinto tesão pelas tabelas, não sacaneio, não traio, não minto, não destruo. Claro, se eu fosse um namorado sério eu não precisaria dessas desculpas, mas eu sou um machista incorrigível e, provavelmente toda namorada que eu arranjar eu vou acabar traindo, mentindo, destruindo.

Uma das vantagens de se estar namorando nesse mundo é o comprometimento, a alegria de dar ao invés de receber, a dádiva de transformar um beijo numa declaração de amor, o poder celestial que esse comprometimento nos dá, nos transforma em seres luminosos, em babacas felizes, em idiotas alegres. Um namoro bom tem que ter carinho, atenção, cuidado, apego, confiança, zelo, respeito e consideração. Um namoro é um casamento, sem o inconveniente de morar junto. Um compromisso.

Pressuponho que uma vida feliz pra mim seria combinar o melhor das duas situações: a liberdade e o amor. Infelizmente, são incompatíveis, impossíveis de coexistir, água e óleo.

Não, não a liberdade de sacanear o outro, ou a outra. A simples liberdade de guardar os pensamentos pra si, de agir por conta própria. O amor requer a presença, a posse, é imediatista, requer prestações de contas, exige olho no olho.

Mas que é bom namorar isso é. O início do namoro é a melhor época, o casal ainda não se conhece, vai se descobrindo, com bom humor, com vontade, sem imposições, sem atitudes caóticas. Depois é que vem a merda.

Eu sou um péssimo namorado, sempre fui, não aconselho nenhuma gostosa a querer me namorar. Sou um filha da puta sem vergonha, sem respeito ou consideração. Sou um machista traíra, um inconsequente, mentiroso contumaz, eloquente na hora do flagra, não sei ouvir a verdade, odeio ouvir a verdade, fico puto, mando tomar no cu, pra puta que pariu, pra puta que te pra porra, etecetera, ad eternum, ad seculorum, maktub e o caralho a quatro.

Mas tem uma coisa que eu sei ser bem: amigo. Eu sou amigo leal. Comigo a amizade é elevada a um outro nível. Não decoro data de aniversário, não gosto de papear ao telefone (atendo com a clara intenção de desligar), não tenho saco pra frescura, bichice ou idiotice. Mas quando eu sou amigo, eu sirvo ao amigo. Eu tou presente quando precisar, sem limite de horas, local ou situações. Tá na merda? Me chama. Tá feliz pra caralho? Me chama. Tá precisando de grana? Me chama (se eu tiver eu arrumo, se não tiver, procuro alguém que tenha e que possa emprestar), tá querendo desabafar? Me chama. Tá querendo enfiar a porrada em alguém? Me chama. Pegou um par de chifres? Me chama. Comeu uma gostosa e matou todo mundo de inveja? Me chama. Tá no prego com o carro? Me chama. Furou o pneu e não tem estepe? Me chama. Tá a fim de jogar sinuca? Me chama.

Me chama e eu vou. Eu sou do tipo de amigo a quem você pergunta: “vamo?” e eu respondo: “vamo”, sem perguntar: “pra onde?”.

Só não me chame pra falar mal dos outros sem razão, pra sacanear alguma pessoa inocente, pra fuleirar sem motivo. Pra isso eu não vou não.

Pra namorar eu não presto. Mas presto pra ser amigo. Eu sou tão bom amigo que só tenho dois amigos verdadeiros na minha vida.