Reflexão
O povo tem dois livros como guias de consciência: A bíblia e a constituição. E não segue nenhum dos dois.
O povo tem dois livros como guias de consciência: A bíblia e a constituição. E não segue nenhum dos dois.
Esqueci o que eu ia escrever.
Pooota que o pareo, é foda quando isso acontece.
Mas pra desbaratinar eu vou contar uma piada:
Havia um menino que não sabia falar palavrões. Um dia, na rua, ouviu alguém gritar: “ei, porra!”
Aí chegou em casa e perguntou ao pai: “pai, o que é porra?” Ao que o pai respondeu: “é padre, meu filho, é padre.”
Outra vez, na rua, ouviu alguém dizer: “caralho!”
Novamente correu ao pai: “é cadeira, meu filho, é cadeira.”
De novo, pela vizinhança, escutou o grito: “vai tomar no cu!”
O pai: “é vai tomar café, meu filho, vai tomar café.”
Certo dia, o padre da paróquia local resolveu fazer uma visita àquela família que tanto prezava os bons costumes. Bateu na sineta e, como já era esperado, o menino correu a atendê-lo: “oi seu porra, entre, sente-se neste caralho, mamãe está na cozinha, aguarde um pouco e vá tomar no cu.”
Primeiro deram licença pra matar, legitimaram o esquadrão da morte. Agora tão querendo que prestem contas.
Porra. Como diria Cecília Meirelles: ou isto, ou aquilo.
Decide, porra: ou quer bandido ou polícia. Por mim, os dois são iguais. Mas tem gente esperançosa por aí, palmas pra eles.
Update
Na virada cultural, aqui em SP, acabei, não sei como, na mesma mesa de bar em que estava Paulo de Tarso, ex-baixista do Golpe de Estado e, pasmem: um dos que furaram a Gretchen! Meu, o cara é fera.
Não é pra frescar não. Tô aqui em SP e digo: a culpa dessa putaria toda é da pu-li-ça e dos (des) go-ver-nan-tes.
Quem anda com porco come farelo. Polícia que anda com bandido não é polícia. É bandido. É isso.
Uma frase curta pra resumir: ra-bo pre-so.
Um frio dos quinhentos mil diabos frientos, tô pechinchando um iglu num esquimó.
Caralho, sumpaulo é massa, e é fria mesmo!
Hoje é o último pôste deste blogue.
Apenas temporariamente, tipo algumas semanas.
Tô abrindo. Sudeste-sul-e-o-caralho, tou chegando. Ver amigos, conhecer negada internética, passear, gastar meu suado dinheirinho. Quem sabe até comer algumas xoxotas.
Fui.
Em todo lugar que ando, percebo a tristeza alheia. Basta eu ouvir, melhor, basta eu fitar um par de olhos pra saber que algo está errado. Tenho uma percepção aguçada pra este tipo de observação, um alô ao telefone e eu já sei que do outro lado a merda bateu no ventilador. Uma espiada com rabo do olho e eu já saquei a depressão que assola o cidadão. É uma característica que já me rendeu muitos olhares de admiração e palavras elogiosas, confesso.
Mas não há glória em notar o ferimento e não saber como curá-lo.
Um ponto a menos na minha cachola é a memória. Não, não me pergunte o que eu comi ontem no café da manhã, porque eu não tomo café da manhã. A memória me falha quando preciso dela, quando necessito uma informação que me dê a dianteira numa discussão, que me valha de escudo numa briga afoita, que me traga orgulho no peito aberto. Mas não. Eu ouço, apanho, seco e não tenho o poder de lembrar. Talvez não exista nada pra lembrar.
Pensando bem, não existe glória em lugar algum. Existem o medo, a vergonha e a alienação. A glória ficou para Deus. A mim, restam a sujeira no caminho, o cheiro de morte e as utopias.
E teve mesmo.
Caralho, nem dormi a porra do fim de semana inteiro.
Rock and roll, MPB e forró.
Me erre xodó, me erre.