Odeio carnaval.
O improviso é a maior das habilidades humanas. Absolutely goddamn right.
Amanhã meu príncipe vai perder o saquinho. Mas pro papai aqui, ele sempre será o príncipe pirocudo comedor das gatinhas.
É interessante como o ser humano reage a certas situações.
Ligaram pro meu pai agora de manhã cedo, dizendo ao velho que eu havia sido sequestrado e que ele teria que pagar uma quantia exorbitante (não valho tudo isso, nem de longe).
Daí, enquanto todo mundo se agonia, meu pai pega o telefone e me liga, tranquilamente.
“Filhão, tá tudo bem? Onde você tá?”
“Tô no trampo, pai. Que houve? Tudo certo?”
“Sim sim, mas você tá direitinho, tudo bem por aí?”
“Sim sim, aqui tudo em riba. E por aí? Alguma novidade?”
“Bem, um rapaz acabou de me telefonar, tentando me extorquir dinheiro, sabe como é.”
“Puta que pariu, e que porra que ele pode ter pra te extorquir, pai?”
“Bem, ele disse que tinha te sequestrado e ia te matar se eu não pagasse a ele.”
“Que merda, ainda bem que é trote. Já pensou o puta prejuízo?”
“Nem me diga. Mas tá tudo bem por aí, né? Tá no trabalho, certinho, tudo bem?”
“Tudo certo. Relaxa. Nego pra me sequestrar tem que ser mais macho que eu. Ou basta ter uma arma, que dá no mesmo.”
Aí ele finalmente soltou uma risada e desligamos.
Interessante. É bom ser o centro das atenções de vez em quando.
Um dia
de lua
Abri a porta
e fui cagar na rua
Caguei
sem medo
não tinha papel
eu limpei com dedo
Um guarda
ia passando
“você está preso
porque está cagando”
Segura mulher
segura mulher
esse baixinho
tem medo de mulher.
Ah, minha infância. Quanta inutilidade.
Hoje é o último dia da rodada do The Crims.
One day, man, one day I will fuck’em all up!
Já pedi perdão muitas vezes, poucas vezes fui atendido.
Pra mim não é consolo saber que vou expiar meus pecados nos quintos dos infernos.
O que eu preciso é um leme que me ajude a nortear minha combalida caminhada sobre estas pedras. Quem sabe uma massagem. Até mesmo um olhar já é o suficiente. Sim, sou acostumado com pouco. O que posso dizer? Sou subserviente.
Mas não venha querer me pisar não, porque depois que a merda bate no ventilador e o cacete abre, eu avanço na jugular e é pá-pow, já foi, até logo, à puta que los pariu.
Não atraio olhares, a não ser que sejam para me afugentar. Por isso eu digo, zifio(a): enquanto eu tiver língua e dedo, mulher definitivamente não me mete medo.
A Vida é Doce
Lobão
Composição: Lobão
Com a mesma falta de vergonha na cara, eu procurava alento no
seu último vestígio, no território, da sua presença
Impregnando tudo tudo que eu não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone, não
Com a mesma falta de vergonha na cara eu procurava alento no
seu último vestígio, no território, da sua presença
Impregnando tudo tudo que eu não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone
Não posso, nem quero, deixar que me abandone não
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram tão depressa,
Tão depressa, tão depressa
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa demais
A vida é doce, depressa demais.
A vida é doce, depressa demais.
A vida é doce, depressa demais.
E de repente o telefone toca e é você
Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia
Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega
Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada
De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona
E de repente o telefone toca e é você
Do outro lado me ligando, devolvendo minha insônia
Minhas bobagens, pra me lembrar que eu fui a coisa mais brega
Que pousou na tua sopa. Me perdoa daquela expressão pré-fabricada
De tédio, tão canastrona que nunca funcionou nem funciona
Me perdoa a vida é doce
Me perdoa a vida é doce
Me perdoa, me perdoa, me perdoa
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirenes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram tão depressa,
Tão depressa, tão depressa
São novamente quatro horas, eu ouço lixo no futuro
No presente que tritura, as sirênes que se atrasam
Pra salvar atropelados que morreram, que fugiam
Que nasciam, que perderam, que viveram depressa, depressa demais
A vida é doce, depressa demais
A vida é doce, depressa demais…
Only Time
Enya
Composição: Enya
Who can say where the road goes,
Where the day flows?
Only time…
And who can say if your love grows,
As your heart chose?
Only time…
(interlude - no lyrics)
Who can say why your heart sighs,
As your love flies?
Only time…
And who can say why your heart cries,
When your love dies?
Only time…
(interlude - no lyrics)
Who can say when the roads meet,
That love might be,
In your heart.
And who can say when the day sleeps,
If the night keeps all your heart?
Night keeps all your heart…
(long interlude - no lyrics)
Who can say if your love grows,
As your heart chose?
Only time…
And who can say where the road goes,
Where the day flows?
Only time…
Who knows?
Only time…
Who knows?
Only time…
Fiz uma prova de Técnicas de Administração em Jornalismo na quarta-feira passada e daqui a pouco vou pra universidade saber o resultado.
Modelos de marketing estratégico de Ford e o escambau.
Ford? Marketing estratégico? Administração em jornalismo?
Quero que o Ford, o marketing e o jornalismo se fodam e morram, porra!
Eu tô ligado é em buceta! Caralho de marketing, meu ovo.
Home alone. E sem Macaulay Culkin.
Puta que o pariu caralho, é bom demais.
Monday’s a fine day.
Got job to do.
I honestly couldn’t give a lesser fuck.
Puta dum temporil que puta que paral caindo neste momento em Manaus.
Tá do jeito que eu gosto.
Manaus. A melhor cidade do mundo.
Uma cidade pós-moderna, seja lá o que isso signifique.
Uma cidade cosmopolita, seja lá o que isso signifique.
Um santuário esmeralda, seja lá o que isso signifique.
Moradia do dono do sol, que calha de ser eu.
O teatro mais lindo do mundo.
Preciso de grana. Urgentemente.
Penso seriamente em vender meu corpo. Quanto será que cobro?
Se for pelo quilo, vou cobrar caro pra caralho.
For Whom The Bell Tolls
Metallica
Composição: Metallica
Make his fight on the hill in the early day
Constant chill deep inside
Shouting gun, on they run throught the endless grey
On they fight, for they are right, yes, but who’s to say?
For a hill, men would kill, why? They do not know
Suffered wounds test their pride
Men of five, still alive through the raging glow
Gone insane from the pain that they surely know
For whom the bell tolls
Time marches on
For whom the bell tolls
Take a look to the sky just before you die
It is the last time you will
Blackened roar massive roar fills the crumbling sky
Shattered goal fills his soul with a ruthless cry
Stranger now, are his eyes, to this mystery
He hears the silence so loud
Crack of dawn, all is gone except the will to be
Now they see, what will be, blinded eyes to see
For whom the bell tolls
Time marches on
For whom the bell tolls
Acho que minha viagem de fim de ano foi pra casa dos setecentos mil diabos.
Mas em dezembro de 2007 eu preciso sair daqui.
Vez em quando passeio pelos blogues da vida. Num ou noutro eu paro pra ler os pôstes antigos, quando o atual me agrada. Noutros, mal leio e já vou fechando.
Esses blogues que eu não gosto, geralmente não gosto por dois motivos: ou a pessoa escreve mal ou escreve mal achando que escreve muito bem.
Taí uma lição: nunca vou levar meu blogue a sério. No dia em que o fizer, transformarei este antro de bosta num pseudosite intelectual e não causarei mais risadas.
Ei, Porra! Um blogue anti-rábico, apedeuta, obnubilado, sem papas na língua nem no pau, enfim, um chiqueiro virtual.
A sensação do dever cumprido é a melhor coisa do mundo.
Depois de uma bela gozada, claro.
Brindar sem beber, um ano sem foder.
Beber sem brindar, um ano sem trepar.
Não bebo. Nem brindo. Só me fodo. E me estrepo.
Blogue pra mim é lixo. Pelo menos o meu sei que é. Merda diária num espaço gratuito. Faço questão de esquecer tudo o que escrevo.
Geralmente não espalho meu linque por aí, a não ser nos que pintam por aqui ou nos blogues interessantes. Mesmo meus parcos amigos não conhecem este antro. Minha família não conhece meu blogue. Aliás, minha famiglia nem sabe que porra é blogue.
Diarréia cerebral. É isto que meu board log é. Simplesmente uma caganeira virtual.
Eu sou capaz de tirar uma vida. Lá no fundo eu sei que sou. Se eu fosse homicida, já teria uma lista negra, cheia de nomes. O primeiro deles: fome.
Eu, com sinceridade, ando sortudo ultimamente. Digo, sortudo não. Abençoado.
Daqui a pouco vou pra universidade, estudar. Já vou levando lancheira, grafite e borracha.
E na bunda, não vai nada?