De Fogo eu Queimo ( o começo )
De fogo, eu queimo,
Expurgo do mal, no mal eu teimo,
Até o final, o começo,
Da beleza escondida no coração ermo.
De fogo, eu queimo,
Com gelo, com aço,
A guerra, a fome: o começo,
Do calor, do cortejo, na boca, embaixo.
De fogo, eu queimo,
Contudo não sai,
O sangue azul: a cor é o começo,
Da dor que aparece, do anjo que cai.
De fogo, eu queimo,
Circunferência imperfeita,
A tinta, o pincel, o começo,
Da criação carmesim, que a tudo aceita.
De fogo, eu queimo,
Redução temporal, chuva mórbida,
O varal, a pressa: o começo,
Do passo final, da miséria óbvia.
De fogo, eu queimo,
Enganos, equívocos,
A serpente, o veneno: o começo,
Da tentação, da delícia, do desamor recíproco.
Osimar Medeiros 07 de abril de 2004

Li tudo da página. Nada de arquivo. Concordo com Pink Floyd mas discordo sobre 2006. 2005 foi meu melhor ano e não vejo vestígio de merda em 2006.
tô afim de mandar muita gente tomar no cu também e acredite eu faço só que muitos não ouvem, e daí né? Felicidades pra você moço e acredite um dia você esbarra em uma moça.
Comment by Simy — Friday January 13 2006 @ 20:25 pm